Aumento das chuvas no verão faz crescer o risco de epidemia de dengue tipo 2, além do zika virus e do chikungunya
Neste ano, Ribeirão Preto registrou 35.009 casos confirmados de dengue, segundo dados epidemiológicos. Apesar de apenas 8 casos confirmados em novembro, um mês de pouca chuva, a chefe da divisão epidemiológica, Annalice Castro Silva, alerta para o risco iminente de aumento nos números.
Risco de surto com as chuvas
Com a chegada das chuvas e temperaturas elevadas, os criadouros do mosquito Aedes aegypti podem se proliferar, aumentando a transmissão da dengue. A divisão de controle de vetores já registra aumento no índice de infestação do mosquito, indicando um possível crescimento exponencial de casos se medidas preventivas não forem tomadas.
Outras arboviroses
A alta incidência de dengue aumenta a imunização de parte da população, mas também eleva o risco de outras arboviroses transmitidas pelo mesmo mosquito, como zika, chikungunya e dengue tipo 2. Apesar de poucos casos de chikungunya notificados (150 suspeitas, 9 confirmadas em novembro), a circulação do vírus na cidade é preocupante, assim como a possibilidade de epidemias de dengue tipo 2, zika e chikungunya, já que nem toda a população possui imunidade prévia. Foram 5.486 notificações de zika em novembro, sem confirmações, e duas notificações de microcefalia, nenhuma confirmada. Vale lembrar que o mosquito também transmite a febre amarela.
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Cenário atual e ações preventivas
Embora o número de casos de dengue tenha diminuído em novembro, a situação exige atenção. A intensificação das chuvas e o aumento da infestação do mosquito aumentam significativamente o risco de um surto. A eliminação de criadouros do mosquito é fundamental para controlar a proliferação e evitar o aumento de casos de dengue e outras arboviroses. Em 2023, foram registrados sete óbitos por dengue em Ribeirão Preto.



