Pacientes que procuraram atendimento na UPA da 13 de Maio, nesta terça-feira, sofreram com a demora nas consultas
Ribeirão Preto enfrenta aumento exponencial de casos de dengue, sobrecarregando unidades de saúde
Unidades de saúde lotadas e pacientes aguardando por horas
O aumento significativo de casos de dengue em Ribeirão Preto tem causado grande sobrecarga nas unidades de saúde da cidade. Pacientes relatam esperas de até quatro horas para atendimento, com relatos de falta de lugares para sentar e diagnóstico tardio. Camila Nascimento dos Santos, por exemplo, afirma ter procurado diversos postos de saúde sem conseguir um diagnóstico, recebendo apenas soro. Fábio Henrique dos Santos, com suspeita de dengue, esperou horas para ser atendido, realizando apenas uma breve consulta médica antes de aguardar o resultado de exames.
Impacto da dengue na rede pública de saúde
Em janeiro de 2024, foram registrados quase 900 casos de dengue em Ribeirão Preto, número três vezes maior que o registrado no início do ano anterior. O aumento impactou diretamente as unidades de saúde, com aumento nas internações (de 4% para 12% do total de infectados) e longos tempos de espera. A situação é agravada pela perda de 119 leitos no SUS nos últimos três anos, enquanto a cidade cresceu em 21 mil habitantes. O professor José Sebastião dos Santos, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), alerta que a cidade não está preparada para uma epidemia, devido à redução de recursos assistenciais e à falta de ampliação da atenção básica.
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Prefeitura se posiciona sobre a situação
A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto rebate as críticas, afirmando que a cidade possui um plano de ação para lidar com uma possível epidemia e que o aumento na procura por atendimento é um fenômeno nacional e estadual. A prefeitura reconhece o aumento de 20% na procura por atendimento, justificando o tempo de espera. Atualmente, a cidade se encontra em nível 2 de alerta para dengue, podendo mudar de acordo com as notificações da doença.



