Ribeirão Preto (SP) avançou no combate ao desperdício de água e reduziu o índice de perdas na rede de abastecimento, segundo o Ranking de Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. O levantamento avalia as 100 maiores cidades do país em critérios como acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgoto, investimentos e eficiência dos sistemas.
O município reduziu a taxa de perdas de 41% para 36%, uma queda de cinco pontos percentuais. Apesar do avanço, ainda é necessário reduzir o índice para 25% até 2034, meta estabelecida pelo governo federal para o setor.
Desperdício
A perda de água é calculada pela diferença entre o volume produzido nas estações de tratamento e o que efetivamente chega aos hidrômetros das residências. Esse índice inclui tanto perdas físicas, como vazamentos visíveis e ocultos na rede, quanto perdas comerciais, como furtos e falhas de medição.
Mesmo com a redução, o desafio técnico permanece elevado. A diminuição das perdas exige investimentos em tecnologia, identificação mais rápida de vazamentos, controle da pressão na rede e ações de combate a irregularidades.
Ribeirão Preto está abaixo da média nacional de perdas, que é de 39,5%, mas ainda precisa avançar para atingir a meta federal. Para isso, especialistas apontam a necessidade de planejamento contínuo, modernização da infraestrutura e acompanhamento das ações ao longo dos anos.
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O ranking é divulgado anualmente e funciona como um indicador da evolução dos municípios no saneamento básico. Em 2026, Franca lidera a lista nacional, seguida por São José do Rio Preto, Campinas, Santos e Limeira. Em nota, a Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto afirmou que houve melhora no combate ao desperdício, mas reconheceu a necessidade de ações estruturantes para ampliar a eficiência do sistema, enquanto o serviço de Franca atribuiu o desempenho a investimentos e modernização contínua.



