Ribeirão Preto (SP) tem registrado níveis extremos de radiação ultravioleta, o pior índice da escala, mesmo em dias nublados e chuvosos. Apesar do tempo encoberto e do clima abafado, especialistas alertam que os raios UV atravessam as nuvens e continuam oferecendo riscos à saúde da pele.
Em entrevista ao Manhã CBN, o dermatologista Weber Coelho reforçou que o descuido com a proteção solar é comum em dias sem sol aparente, mas pode resultar em queimaduras e outros danos, inclusive em ambientes fechados.
Risco invisível
Segundo o médico, a radiação ultravioleta é intensa na região e pode causar queimaduras mesmo quando o céu está encoberto. “Dias nublados, o clima menos e as pessoas deixam ou esquecem de usar o filtro solar e isso causa problemas pra pele.”
Ele destacou que já atendeu pacientes com queimaduras solares em situações como uso de carro com teto solar aberto e exposição em praias, parques ou no trajeto diário para o trabalho. De acordo com o especialista, a radiação na região pode atingir níveis comparáveis aos do deserto do Atacama, principalmente no período entre meio-dia e 13h.
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Proteção diária
O alerta também vale para quem trabalha em ambientes internos. Weber Coelho explicou que luz azul, luz visível e radiação emitida por telas e iluminação artificial também impactam a pele. “É imprescindível que se use filtro solar de fator de proteção alto. Eu digo que acima de 30, mas eu gosto muito acima de 50 também.”
O dermatologista recomenda reaplicação do protetor ao menos três vezes ao dia, uso de chapéus, óculos com lentes adequadas, protetor labial e atenção especial às orelhas, região onde há registro frequente de câncer de pele. Ele reforça que o cuidado deve ser mantido durante todo o ano para evitar queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e outras complicações.



