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Ribeirão Preto supera São Paulo em estatísticas sobre mortes violentas

Na cidade do interior são registradas 15,1 ocorrências deste tipo a cada 100 mil habitantes, contra 14,9 na capital
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Na cidade do interior são registradas 15,1 ocorrências deste tipo a cada 100 mil habitantes, contra 14,9 na capital

Na cidade do interior são registradas 15,1 ocorrências deste tipo a cada 100 mil habitantes, contra 14,9 na capital

Ribeirão Preto apresenta taxa de mortes violentas superior à de São Paulo, segundo dados do Atlas da Violência.

Mortes Violentas em Ribeirão Preto Superam a Capital Paulista

Um estudo recente do Atlas da Violência revelou que Ribeirão Preto registrou uma taxa de 15,1 mortes violentas para cada 100 mil habitantes em 2016, superando a média de São Paulo, que ficou em 14,9. A pesquisa, realizada em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, utilizou dados do Ministério da Saúde e considerou homicídios e mortes violentas de causa indeterminada em cidades com mais de 100 mil habitantes. A média nacional é de 30 mortes violentas por 100 mil habitantes.

Impacto na Segurança e Sensação de Insegurança

A alta taxa de violência preocupa moradores, que relatam insegurança em locais públicos como pontos de ônibus. A sensação de medo é generalizada, afetando a tranquilidade até mesmo em frente às residências. A dona Clarice Festut e a funcionária pública Anna Moreira exemplificam esse sentimento, destacando o aumento de roubos, principalmente de celulares, em áreas com menor circulação de pessoas.

Comparação com outras Cidades e Análise Socioeconômica

Em contraste com Ribeirão Preto, cidades vizinhas como Sertãozinho apresentaram taxas significativamente menores. Sertãozinho, com 8,2 ocorrências por 100 mil habitantes, ficou na 14ª posição no ranking. Aristides Marquete, pesquisador do Observatório Civil da Violência de Ribeirão Preto, associa a redução de ocorrências em cidades como Sertãozinho a fatores socioeconômicos. Embora Sertãozinho esteja abaixo do limite considerado não pandêmico pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a redução numérica não elimina a sensação de insegurança entre os moradores, pois outros crimes, como furtos e roubos, persistem.

Apesar da redução em algumas cidades da região, a alta taxa de mortes violentas em Ribeirão Preto, superior à da capital paulista, gera preocupação e demonstra a necessidade de ações efetivas para melhorar a segurança pública e a sensação de segurança da população.

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