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Ribeirão Preto tem 1.838 moradores em situação de rua

Ano retrasado, quase 4 mil pessoas foram atendidas; condição pode influenciar no aumento da criminalidade
Ribeirão Preto tem 1.838 moradores
Ano retrasado, quase 4 mil pessoas foram atendidas; condição pode influenciar no aumento da criminalidade

Ano retrasado, quase 4 mil pessoas foram atendidas; condição pode influenciar no aumento da criminalidade

Levantamento nacional aponta que a população em situação de rua no Brasil cresceu mais de 935% na última década, alcançando mais de 227 mil pessoas cadastradas até atrássto de 2023. Em Ribeirão Preto, a Secretaria Municipal de Assistência Social registra 1.838 pessoas vivendo nas ruas, considerando indivíduos abordados ao menos uma vez nos últimos 150 dias. Em 2022, a prefeitura informa que 3.988 pessoas nessa condição foram atendidas. Entre os fatores associados à condição de rua estão desemprego, conflitos familiares, doença e dependência química.

Relato de morador e situação na área central

Moradores de um trecho próximo à área central de Ribeirão Preto relatam que a região vem sendo ocupada por usuários de drogas, formando uma espécie de “Cracolândia” a céu aberto. A reportagem recebeu um apelo de um ouvinte que preferiu não se identificar; sua voz foi distorcida por segurança. Ele afirma que o tráfico domina a rua Álvaro de Lima e que há um ponto de venda fixo em uma residência. “Está virando uma Cracolândia ao ar livre… temos medo, crianças não podem mais sair à noite”, disse o morador, descrevendo furtos de celulares, roubo de fios para revenda de cobre e a presença de um terreno onde, segundo ele, estariam mais de 600 usuários.

Impactos à saúde, ao convívio e à segurança

Os relatos apontam também para problemas de saúde pública e de convivência: alimentos distribuídos a usuários que acabam sendo descartados, acúmulo de lixo e presença de roedores, além de queimadas de fios que teriam provocado cheiro e risco de intoxicação nos arredores. Moradores relatam ainda episódios noturnos de gritaria, brigas e ações que dificultam a passagem de pedestres e veículos, com aumento da sensação de insegurança na região.

Demandas e encaminhamentos

O apelo dos moradores destaca a sensação de abandono e a dificuldade de obtenção de respostas por parte das autoridades — segundo um dos denunciantes, tentativas de contato com a prefeitura não teriam sido atendidas com eficácia. Os números oficiais citados pela Secretaria Municipal de Assistência Social apontam para uma demanda crescente por atendimento, sinalizando a necessidade de ações integradas de assistência social, saúde pública e segurança para enfrentar tanto a situação das pessoas em vulnerabilidade quanto os problemas gerados no entorno.

O quadro descrito pelos moradores e pelos dados oficiais torna evidente a urgência de políticas públicas coordenadas que conciliem acolhimento, tratamento e medidas de segurança para restaurar a convivência nas áreas afetadas.

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