Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Sancionada em 9 de fevereiro de 2005, a nova Lei de Falências tem se mostrado um importante instrumento para auxiliar empresas a superarem crises e retomarem suas atividades no mercado. O auditor contábil Douglas Macal compartilha sua visão sobre o impacto dessa legislação.
Renegociação Facilitada: Um Novo Caminho para Empresas em Crise
A principal inovação da nova lei reside na abertura de oportunidades para que empresas viáveis, mesmo em dificuldades financeiras, possam renegociar suas dívidas com credores. Anteriormente, sob a antiga lei de concordatas, essa possibilidade existia, mas de forma muito mais restrita e complexa. A nova legislação removeu muitas dessas barreiras, facilitando o processo de recuperação.
Reestruturação Empresarial: A Chave para o Sucesso
O trabalho de recuperação de empresas em crise envolve a renegociação de dívidas e uma análise abrangente do mercado. A reestruturação empresarial, que considera o contexto da empresa, suas dívidas e os procedimentos internos que levaram à crise, é fundamental para o sucesso do processo de recuperação judicial. A equipe de Douglas Macal já executou mais de 70 projetos de recuperação judicial, todos com resultados positivos.
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Impacto da Lei: Redução de Falências e Aumento de Recuperações Judiciais
Os dados da Serasa Experian revelam um impacto significativo da nova lei. Antes de sua implementação, o estado de São Paulo registrava mais de 2.800 decretações de falência. Em 2014, esse número caiu para 740. Ao mesmo tempo, houve um aumento nos pedidos de recuperação judicial, indicando que empresas viáveis estão utilizando esse mecanismo para se reestruturarem.
A nova Lei de Falências proporcionou aos empresários a oportunidade de renegociar suas dívidas, mas é crucial que essa análise seja feita no momento certo para evitar que a empresa se torne inviável no mercado.



