UBSs serão construídas no Parque dos Flamboyans e no Parque Avelino Alves Palma; quem comenta é o cientista político Bruno Silva
O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União uma portaria que destina R$ 708 milhões, no âmbito do novo Pacto Saúde, para a construção de 293 unidades básicas de saúde (UBS) em todo o país. Ribeirão Preto foi contemplada com duas propostas aprovadas: uma de pouco mais de R$ 5 milhões e outra de cerca de R$ 2,7 milhões.
Recursos e tramitação
A prefeitura de Ribeirão Preto confirmou que os recursos serão utilizados na construção de duas unidades de atenção primária previstas no plano municipal de saúde, nos bairros Parque dos Flamboyans e Avelino Alves Palma. Segundo o município, as propostas já foram cadastradas, aprovadas e homologadas.
Especialistas e interlocutores locais alertam, contudo, para a existência de várias etapas antes do início das obras: a confirmação da contrapartida municipal, a doação e aprovação dos terrenos pela Câmara, os processos licitatórios e a previsão orçamentária para garantir o funcionamento das novas unidades. Há ainda memória de programas federais anteriores que, apesar do anúncio, não chegaram a liberar os recursos prometidos, o que aumenta a cautela sobre prazos.
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Desafios para o funcionamento
Autoridades e profissionais destacam que, além da construção do prédio, a operação das UBS depende de dotação orçamentária para contratação de equipes — médicos, enfermeiros e pessoal de apoio — e de boa gestão. O relato de superlotação em unidades existentes, com atendimento operando acima de 150% da capacidade, reforça a urgência de investimentos não apenas na infraestrutura, mas também na manutenção e no custeio dos serviços.
Há preocupação também com a fila de cirurgias e com o fortalecimento da atenção básica, apontada como tema central para a saúde municipal e um possível eixo de debate nas próximas campanhas eleitorais.
Perspectivas locais
Prefeitura e moradores recebem a notícia com otimismo cauteloso: a expectativa é de que as novas UBS ampliem o acesso em bairros com maiores necessidades, mas o impacto real dependerá da pronta liberação dos recursos, da eficiência nas obras e da alocação de verbas para pessoal e gestão.
O acompanhamento dos próximos passos — da assinatura dos contratos ao início das obras e à contratação das equipes — será determinante para transformar o anúncio em serviços efetivos para a população.