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Ribeirão Preto tem exibição do documentário ‘Maurina, O Outono Que Não Acabou’

Ribeirão Preto tem exibição do documentário 'Maurina, O Outono Que Não Acabou'
Maurina O Outono
Ribeirão Preto tem exibição do documentário 'Maurina, O Outono Que Não Acabou'

Ribeirão Preto tem exibição do documentário ‘Maurina, O Outono Que Não Acabou’

A noite de hoje será marcada pela exibição do documentário “Maorina, o autono que não acabou”, com um telão montado em frente ao Lar Santana, na Vila Tibério. O evento celebra a criação de um novo instituto dedicado à preservação da memória histórica de Ribeirão Preto e o lançamento de um manifesto em defesa do edifício, que abrigou Madre Maorina Borges da Silveira, a única freira presa e torturada durante a ditadura militar brasileira.

O Lar Santana e a Resistência na Ditadura

O Lar Santana, onde Madre Maorina trabalhava, era o local de produção de “O Berro”, um jornal de resistência à ditadura. A descoberta dessa atividade resultou na prisão e tortura da freira, gerando uma reação do Arcebispo Dom Felício, que excomungou os delegados responsáveis pelas atrocidades. Esse episódio representou um importante posicionamento da igreja contra a violência da época.

Abandono e Degradação do Patrimônio

Desde 2010, após a venda do imóvel pelas freiras à prefeitura, o Lar Santana encontra-se abandonado e depredado. A exibição do documentário visa mobilizar a comunidade para pressionar o poder público a agir. A situação é crítica, com o edifício correndo risco de desabamento, tornando urgente a necessidade de preservação desse marco histórico de resistência e luta pela democracia.

Mobilização e Diálogo com a Sociedade Civil

Atualmente, os esforços estão concentrados em mobilizar a sociedade civil, buscando apoio da igreja local e de outras entidades, para exercer pressão política sobre a prefeitura. Apesar de o imóvel ter sido tombado em 2010, nenhuma medida efetiva de preservação foi implementada. O descaso do poder público permitiu que o espaço fosse utilizado indevidamente, inclusive para atividades como paintball, demonstrando um profundo desrespeito à memória da cidade.

A iniciativa busca sensibilizar a comunidade e as autoridades para a importância de preservar esse patrimônio histórico, garantindo que a memória de Madre Maorina e da resistência à ditadura não seja esquecida.

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