Polêmico tema gerou protestos físicos e digitais em todo Brasil nesta quarta
O governo federal enfrenta forte resistência à reforma da previdência. Além das manifestações populares, um comercial de apoio à reforma foi vetado pela justiça, indicando dificuldades na comunicação governamental.
Comunicação Governamental Ineficaz
Especialistas apontam falhas na estratégia de comunicação do governo. O cientista político Fábio Pacano critica os cálculos que embasam a reforma, argumentando que a manutenção de privilégios para políticos e militares torna a cobrança de sacrifícios à população injusta. A percepção de injustiça, segundo Pacano, alimenta a revolta popular.
Necessidade de Cautela
Apesar da necessidade da reforma previdenciária, o especialista previdenciário Lário Boque Jr. defende cautela. Ele argumenta que o momento político e econômico do país, marcado por impeachment e crises, não é adequado para anunciar mudanças tão impactantes, principalmente para trabalhadores com longa trajetória profissional. Boque Jr. destaca a importância de abordar o tema com responsabilidade, reconhecendo a necessidade de reformas, mas alertando contra a irresponsabilidade.
Caminhos para a Reforma
Pacano sugere que o governo priorize outras medidas para a retomada do crescimento econômico antes de focar na reforma da previdência. Ele menciona a necessidade de combate à sonegação e ao pagamento de dívidas por empresas, argumentando que a eliminação de privilégios para grupos específicos deve preceder a exigência de sacrifícios da população em geral. A falta de justiça na distribuição dos ônus da reforma é apontada como um dos principais motivos da resistência popular.
Em Ribeirão Preto e Franca, mais de mil pessoas protestaram contra a reforma, com professores de diversas escolas estaduais aderindo ao movimento nacional. Apesar das manifestações, não há expectativa de que o texto seja retirado do Congresso Nacional, indicando que o debate sobre a reforma da previdência deve continuar.



