O registro mais recente desse tipo de violência foi registrado dentro de um elevador, em um prédio na zona Sul da cidade
Segundo dados da IPTV de Ribeirão Preto, a violência contra a mulher é uma triste realidade local. Diariamente, pelo menos dois homens são presos por agressão contra suas companheiras. Um caso recente, registrado pelas câmeras de segurança de um prédio, mostra um homem agredindo fisicamente sua parceira dentro de um elevador. A discussão teria começado em um bar e continuado no prédio, onde a mulher tentava pegar suas roupas. Uma vizinha, ao ouvir os gritos, chamou a polícia, e o agressor foi preso em flagrante, mas liberado após pagar fiança.
A importância do apoio às vítimas
Para a juíza Carolina Gama, coordenadora do anexo de violência doméstica, é crucial reconhecer a violência e apoiar as vítimas, independentemente de sua classe social. A juíza destaca que a violência doméstica ocorre em todos os níveis socioeconômicos, muitas vezes motivada por disputas de patrimônio. Ela enfatiza a importância da solidariedade, principalmente quando as vítimas buscam ajuda em momentos de crise, relatando casos em que mulheres agredidas não encontram apoio em vizinhos.
Números alarmantes da violência doméstica
Em Ribeirão Preto, já foram registrados três casos de feminicídio este ano, com os autores presos. A juíza reforça a necessidade de denúncias imediatas para garantir a punição dos agressores. Um relatório da ONU Mulheres, intitulado “Progresso das Mulheres no Mundo 2019-2020: Família em um Mundo em Mudança”, revela que 17,8% das mulheres no mundo (uma em cada cinco) relataram violência física ou sexual por parceiros nos últimos 12 meses. A Oceania (excluindo Austrália e Nova Zelândia) apresenta o índice mais alto, com 34,7%, seguida pela América Latina e Caribe, com 11,8%.
A violência contra a mulher é um problema global que exige atenção imediata. Denúncias são fundamentais para que as vítimas recebam o apoio necessário e os agressores sejam responsabilizados por seus atos. A solidariedade da comunidade e a atuação efetiva das autoridades são essenciais para combater essa grave violação de direitos humanos.



