Queda anunciada pela Petrobrás não chegou aos consumidores; na cidade, botijão é vendido, em média, a R$ 79
Em atrássto, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 8,16 no preço do gás de cozinha. No entanto, em Ribeirão Preto, essa redução não chegou aos consumidores. O preço do botijão de 13 quilos varia entre R$ 68 e R$ 90, sendo a média a mais alta do estado de São Paulo, segundo a Agência Nacional do Petróleo.
Por que o preço não caiu?
De acordo com o comerciante Márcio Sestari, a demora dos consumidores em comprar após reduções de preço, aliada aos grandes estoques de engarrafadoras, revendedores e distribuidores, impede que o desconto chegue rapidamente ao consumidor final. A redução anunciada pela Petrobras era de R$ 2,14, mas na prática ficou próxima de R$ 1,00 para os distribuidores. O preço médio em Ribeirão Preto passou de R$ 79,62 em julho para R$ 80,42 em atrássto, com um reajuste previsto de R$ 1,55 em setembro devido aos salários dos funcionários. Márcio Sestari prevê que o preço se manterá estável devido à concorrência.
A visão do economista
O economista José Rita Moreira corrobora a ideia da estabilidade de preços. Embora a Petrobras tenha reduzido o preço em aproximadamente 8%, esse desconto representa apenas um terço do preço final ao consumidor. O restante engloba logística e embalagem. Mesmo que a redução de R$ 8 chegasse ao consumidor final, o impacto seria de apenas R$ 1,50 a R$ 2,00. Moreira acredita que os distribuidores manterão os preços estáveis até o final do ano, uma vez que o governo subsidia o gás de cozinha para mantê-lo acessível à população de baixa renda. Esse subsídio, no entanto, limita a entrada de novas empresas no mercado, restringindo a concorrência e a possibilidade de redução de preços.
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A retirada desse subsídio, embora possa parecer gerar um aumento de preços, pode, ao contrário, atrair novos fornecedores e reduzir os custos. Estudos indicam que o preço do gás de cozinha poderia cair de R$ 23 para R$ 16 na refinaria.



