Dados são da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo; números acompanham média estadual
Gravidez na Adolescência em Ribeirão Preto: Quase 3% das Partas em 2016
Dados de 2016 da Secretaria Estadual da Saúde apontam que, a cada 100 mulheres que deram à luz em Ribeirão Preto, quase 3 eram menores de idade. Embora represente uma queda significativa em relação aos mais de 21% registrados em 1998, o índice ainda preocupa.
Ações de Conscientização e os Desafios da Prevenção
Para Albertina Duarte, ginecologista e coordenadora do Programa Estadual de Saúde do Adolescente, o número é resultado de ações de conscientização, mas ressalta que o conhecimento sobre métodos contraceptivos não garante seu uso. A insegurança, segundo ela, é um fator crucial que impede muitas adolescentes de utilizarem métodos contraceptivos. A estratégia inclui a criação de casas do adolescente em regiões vulneráveis, buscando apoio de instituições como faculdades de medicina.
Impacto na Saúde Pública e Privada
A redução da gravidez na adolescência foi observada tanto na rede pública quanto na privada, indicando um esforço conjunto na orientação. A gravidez precoce impacta significativamente a saúde, sendo responsável por mais da metade das internações de adolescentes em hospitais brasileiros, segundo pesquisa da Sociedade Paulista de Pediatria. Os riscos incluem a falta de preparo emocional e físico para a maternidade, maior probabilidade de cesariana e doenças gestacionais. Em todo o estado de São Paulo, houve uma redução de quase 35% no índice de gravidez entre adolescentes de 15 a 19 anos.
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Em suma, apesar do progresso na redução da gravidez na adolescência em Ribeirão Preto, o desafio persiste. A continuidade das ações de conscientização, aliada ao apoio de instituições e profissionais de saúde, é fundamental para garantir o bem-estar das jovens e a redução ainda maior desses índices.



