Só no Estado de São Paulo são registrados, em média, 14 mil Boletins de Ocorrência por agressões
A ideia de violência contra pessoas com deficiência pode parecer absurda para muitos, mas a realidade demonstra que essa é uma questão persistente e preocupante. Apesar da repulsa que a maioria expressaria em relação a tal ato, os números revelam uma face sombria da sociedade.
A Dimensão do Problema
Em São Paulo, a polícia registra, em média, 14 mil boletins de ocorrência por semestre envolvendo violência contra pessoas com deficiência. Esse número alarmante expõe a vulnerabilidade desse grupo e a necessidade urgente de ações efetivas. A supervisora do programa Todos Pelos Direitos da APAE, Lizandra Arantes de Carvalho, destaca que essas pessoas estão historicamente excluídas do acesso a serviços públicos e são mais suscetíveis à violência.
Lacunas nas Políticas Públicas
Embora o estado de São Paulo possua uma secretaria exclusiva para os direitos da pessoa com deficiência, ainda há um longo caminho a percorrer. Lizandra Arantes de Carvalho aponta para a existência de uma lacuna significativa na implementação de políticas públicas direcionadas a esse público. A legislação garante diversos direitos, mas é fundamental que os municípios possuam a estrutura necessária para assegurar o acesso a esses direitos, permitindo que as vítimas denunciem a violência sofrida e recebam o amparo adequado.
Leia também
- Aumento da violência em conflitos cotidianos: Por muito pouco as pessoas estão perdendo o controle, aponta psicóloga sobre casos de violência
- Ribeirão sedia o primeiro Fórum Regional de Educação no Agronegócio
- Processos eleitorais tribunal regional eleitoral: Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo julgou 1.705 processos no primeiro semestre deste ano
Preconceito e a Necessidade de Evolução
As relações interpessoais com pessoas com deficiência ainda são marcadas pelo preconceito, o que limita o progresso social. Lizandra Arantes de Carvalho enfatiza que o preconceito se manifesta de diversas formas na sociedade, tornando as pessoas com deficiência mais vulneráveis à violência. A conscientização e a educação são cruciais para promover a inclusão e combater o preconceito.
Os dados revelam uma realidade preocupante que exige atenção e ação. É imperativo que a sociedade, em conjunto com o poder público, trabalhe para garantir a segurança, a dignidade e o respeito às pessoas com deficiência.



