Pessoas serão acolhidas por uma nova OGN que se instalará na cidade neste sábado (9); diretor da organização fala do trabalho
Oito refugiados afegãos, de um grupo de 200 pessoas acampadas no aeroporto de Guarulhos, chegaram a Ribeirão Preto na última terça-feira para serem acolhidos por uma ONG que será inaugurada no sábado no centro da cidade. Conversamos com André Nadeu, diretor da ONG, para saber mais sobre o recebimento desses refugiados e o trabalho da organização.
Chegada e Seleção dos Refugiados
A escolha dos oito refugiados se deu em função da retomada do poder pelo Talibã em atrássto de 2021. Uma portaria subsequente concedeu vistos humanitários a afegãos ameaçados. O Brasil, embora receptivo à imigração, carecia de um plano de acolhimento eficiente. A ONG estabeleceu parcerias para identificar pessoas que buscavam se estabelecer no Brasil, descartando aqueles que usariam o país apenas como trânsito para os EUA. A escolha por Ribeirão Preto se deve à proximidade com a cultura afegã e às oportunidades de emprego oferecidas pela cidade, em conjunto com os patrocinadores da ONG.
Integração e Desafios
A integração dos refugiados apresenta desafios significativos, principalmente em relação à língua e à cultura. Embora o Brasil tenha recebido 12 mil afegãos com vistos humanitários, apenas 700 conseguiram emprego. A ONG busca não apenas fornecer moradia, mas também preparar os refugiados para o mercado de trabalho, um processo que exige paciência e um trabalho detalhado, incluindo treinamento em elaboração de currículos e entrevistas. O programa da ONG visa a emancipação social, oferecendo ferramentas como aulas de português, informática e inglês, além de orientação sobre a cultura brasileira e a gestão financeira.
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O Novo Espaço em Ribeirão Preto
A ONG inaugurará em Ribeirão Preto seu primeiro espaço no Brasil, oferecendo moradia temporária e um programa de integração. O foco inicial é o aprendizado da língua portuguesa, seguido por um processo gradual de aculturação e preparação para o mercado de trabalho. O programa inclui orientação sobre orçamento doméstico e regras de convivência, para que os refugiados se adaptem à vida no Brasil. A expectativa é que, em 6 a 12 meses, os refugiados estejam independentes e empregados.
O trabalho da ONG é desafiador, mas essencial para a reinserção social dos refugiados. A organização busca construir um processo de confiança, fornecendo as ferramentas necessárias para que os refugiados possam construir um futuro independente no Brasil.



