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Ribeirão recebe palestra sobre novos limites para construções ao redor de aeroportos

Major da Aeronáutica vai apresentar ao setor as novas regras para que edificações não atrapalhem pilotos
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Major da Aeronáutica vai apresentar ao setor as novas regras para que edificações não atrapalhem pilotos

Major da Aeronáutica vai apresentar ao setor as novas regras para que edificações não atrapalhem pilotos

Uma portaria da COMAER (Comando da Aeronáutica), a de número 9.57 do final de 2015, redefiniu as áreas de proteção e os limites de altura para construções próximas a aeroportos. Para discutir as implicações dessa portaria para o setor da construção civil, o Sinduscom promoveu um debate em Ribeirão Preto.

O que pode e o que não pode ser construído

Fernando Junqueira, diretor regional do Sinduscom, destacou a importância de observar os novos critérios para evitar modificações, reduções ou até mesmo o embargo de obras. “Todos os projetos de edifícios altos em Ribeirão Preto e região devem respeitar as cotas em relação ao aeroporto internacional”, afirmou.

Junqueira alertou que projetistas, arquitetos e engenheiros devem considerar essas restrições desde o início do projeto. “Um lançamento que previa 23 andares pode ser reduzido para 18 após análise do SINDAC-ITAÚ em Brasília. É uma questão de grande responsabilidade”, explicou.

A importância da análise prévia pelo SINDAC-ITAÚ

O SINDAC-ITAÚ (Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) é o órgão responsável por analisar e liberar projetos de construção nas áreas de influência aeroportuária. O Major Engenheiro Edson Silva, especialista em controle de tráfego aéreo, explicou os critérios técnicos da portaria durante o evento promovido pelo Sinduscom.

Segundo o Major Silva, as restrições variam conforme a distância do aeroporto. “Em termos gerais, temos restrição de zero metros próximo ao aeroporto, até 45 metros acima da pista a quatro quilômetros, e até 85 metros acima da elevação do aeródromo a 20 quilômetros. Mas cada caso precisa ser analisado individualmente”, detalhou.

O risco de fechamento de aeroportos

O Major Silva também abordou o problema da expansão urbana desordenada, que invadiu áreas de segurança aeroportuárias ao longo dos anos. “A proliferação de construções irregulares próximas aos aeroportos causa restrições e pode até levar ao fechamento do aeroporto por questões de segurança”, alertou.

O evento, que ocorreu na FAAP em Ribeirão Preto, teve como objetivo esclarecer as novas regras do COMAER para construções próximas a aeroportos.

A iniciativa buscou promover um entendimento claro das regulamentações, visando um desenvolvimento urbano compatível com a segurança das operações aéreas.

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