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Ribeirão registra as tarde mais quentes dos últimos 4 anos

Temperatura tem chegado a 36º, mas a sensação está se aproximando dos 50º
ondas de calor Ribeirão Preto
Temperatura tem chegado a 36º, mas a sensação está se aproximando dos 50º

Temperatura tem chegado a 36º, mas a sensação está se aproximando dos 50º

Janeiro de 2024 foi marcado por temperaturas acima da média em Ribeirão Preto e região, com tardes até dois graus mais quentes que o normal e sensação térmica de calor extremo. A falta de chuva contribuiu para o desconforto, com moradores buscando abrigo do sol intenso, principalmente em locais com pouca sombra.

Calor extremo e a falta de chuva

A combinação de altas temperaturas e ausência de chuvas resultou em sensação térmica próxima aos 50 graus em alguns momentos. Os termômetros registraram frequentemente 36 graus, sendo as tardes mais quentes dos últimos quatro anos. A meteorologista Amanda Souza atribui a situação a um bloqueio atmosférico que impede a chegada de frentes frias e chuvas generalizadas.

Impactos na agricultura e nos rios

O calor intenso e a seca afetaram diretamente a agricultura. Paulo Henrique Victor, proprietário de uma horta, desistiu do plantio devido ao risco de perdas significativas, estimando prejuízo de cerca de 90%. Folhas perderam qualidade e até mesmo verduras mais resistentes não suportaram o sol intenso. Em Ribeirão Preto, o impacto da estiagem também é sentido nos rios, com o nível do Rio Pardo 33 centímetros abaixo do mesmo período do ano passado, segundo medições realizadas por Clarín do Calói desde a década de 70.

Previsões e impactos ambientais

Embora haja previsão de chuva para o início de fevereiro, o calor extremo deve persistir. A expectativa é de volumes acima de 100 milímetros, mas abaixo do esperado para o mês. A situação é semelhante em outras regiões do estado de São Paulo, como o Rio Mogi Guaçu, com nível um metro abaixo do esperado. Em Cachoeira de Emas, o baixo nível do rio expõe pedras e vegetação normalmente submersas. Apesar da seca, o pesquisador Antônio Fernando Bruni do Septa afirma que o período da piracema não foi prejudicado, graças às boas chuvas de outubro e novembro, que anteciparam a reprodução dos peixes.

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