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Ribeirão registra o pior indíce da qualidade do ar nos últimos 10 anos, segundo o Inpe

Números mostram que esse é o pior mês de agosto dos últimos 10 anos; nos últimos 25 dias foram 1.100 incêndios
qualidade do ar
Números mostram que esse é o pior mês de agosto dos últimos 10 anos; nos últimos 25 dias foram 1.100 incêndios

Números mostram que esse é o pior mês de agosto dos últimos 10 anos; nos últimos 25 dias foram 1.100 incêndios

Região de Ribeirão Preto enfrenta diversos focos de incêndio de grandes proporções nos últimos dias, causando preocupação ambiental e de saúde pública.

Incêndios Devastadores

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dois municípios da região de Ribeirão Preto, Guaira e Morro Agudo, estão entre os dez do estado com maior número de incêndios em um determinado dia. Outras cidades como Cutitiba, Luiz Antônio, Monte Alto e Taquaritiba também registraram um número significativo de focos. Em Luiz Antônio, a reserva de Jataí, a maior reserva de cerrado do estado de São Paulo, permanece em chamas, com bombeiros, brigadas e funcionários estaduais trabalhando incessantemente para conter o fogo. Estimativas apontam que mais de 11% da área da reserva já foram destruídos.

Impacto na Saúde

A baixa umidade do ar, agravada pelos incêndios, tem contribuído para o aumento de doenças respiratórias. Ribeirão Preto registrou níveis críticos de qualidade do ar, segundo a CETESB. O médico otorrinolaringologista Marcelo Toledo-Pisa alerta para os riscos à saúde, explicando que o ar seco causa desidratação e ressecamento das mucosas, podendo afetar boca, nariz, garganta, traqueia e brônquios. A região chegou a registrar umidade relativa do ar abaixo de 20%, índice considerado estado de alerta, na semana anterior. A poeira levantada pelo vento seco também prejudica a qualidade do ar.

Qualidade do Ar Comprometida

Medições realizadas no Parque Maurílio Biagi em Ribeirão Preto indicam péssima qualidade do ar. O ano de 2021 foi o pior agosto dos últimos dez anos em termos de qualidade do ar, com mais de 1.100 focos de incêndio registrados nos últimos 25 dias no estado (contra 760 no mesmo período do ano anterior). O ressecamento das mucosas leva a uma produção excessiva de secreção, tornando-a mais espessa e dificultando a respiração. A situação exige atenção e medidas preventivas para proteger a saúde da população.

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