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Ribeirão registra pior qualidade do ar desde 1943, aponta Cetesb

Levantamento estudou o mês de setembro de 2020, quando a falta de chuva e o aumento das queimdas tomaram conta da cidade.
qualidade do ar
Levantamento estudou o mês de setembro de 2020, quando a falta de chuva e o aumento das queimdas tomaram conta da cidade.

Levantamento estudou o mês de setembro de 2020, quando a falta de chuva e o aumento das queimdas tomaram conta da cidade.

A primavera chegou a Ribeirão Preto com um clima bastante diferente dos meses anteriores, principalmente setembro e atrássto. As manhãs estão mais frias e a umidade do ar melhorou, mas a estiagem prolongada deixou marcas profundas na qualidade do ar.

Setembro de 2020: O ar mais poluído desde 1943

Dados da CETESB revelam que setembro de 2020 registrou a pior qualidade do ar na cidade desde 1943. A combinação da estiagem com um aumento significativo no número de queimadas resultou em níveis críticos de poluição. A gerente da divisão de qualidade do ar da CETESB, Maria Lúcia Guardani, explica que a falta de chuva fez com que as partículas poluentes permanecessem por mais tempo na atmosfera, agravando a situação.

Impacto na saúde e tipos de poluentes

Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto corrobora os dados da CETESB, apontando para a preocupante qualidade do ar durante os meses de estiagem, especialmente em setembro. A professora Lúcia Campos, do Departamento de Química da USP, destaca o impacto na saúde, com aumento significativo de gases tóxicos como monóxido de carbono e óxidos ácidos, além de partículas finas com alto poder cancerígeno. A chuva, embora limpe a atmosfera temporariamente, não resolve o problema se as queimadas persistirem. Outros poluentes identificados incluem o ozônio, formado por reações fotoquímicas entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis provenientes de combustíveis, veículos e indústrias.

Consequências e perspectivas futuras

Os impactos negativos das queimadas na saúde da população são significativos. A Organização Mundial da Saúde estabelece um índice de contaminantes, e os níveis registrados em Ribeirão Preto em setembro de 2020 foram alarmantes, indicando um aumento significativo no risco de câncer de pulmão. A combinação de fatores como a estiagem prolongada, o aumento de queimadas e a influência de eventos externos, como as queimadas no Pantanal e na Amazônia, contribuíram para a grave situação da qualidade do ar. Ações para mitigar esses problemas e proteger a saúde da população são urgentes e necessárias.

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