Mês ultrapassou R$ 144 milhões; no comparativo do primeiro trimestre de 2016 e 2015, registro foi de queda
A complexa teia tributária brasileira impacta diretamente o poder aquisitivo da população, com uma miríade de siglas que, muitas vezes, são difíceis de decifrar. A alta carga de impostos, como os 27,5% de imposto de renda retido na fonte, diminui a renda disponível para consumo e investimento.
A Dependência da Máquina Pública
Silvio Nakau, professor da USP e especialista em contabilidade tributária, explica a dependência do Estado na arrecadação de impostos. Segundo ele, a máquina pública necessita de recursos para funcionar, o que justifica a cobrança de tributos. No entanto, ele também ressalta o alto custo para as empresas apurarem e cumprirem suas obrigações fiscais no Brasil.
A Complexidade da Apuração Tributária
A multiplicidade de impostos, como Imposto de Renda, Contribuição Social, PIS, COFINS, cada um com sua legislação específica, exige que as empresas levantem uma grande quantidade de dados e enviem diversas declarações à Receita Federal, Secretarias da Fazenda dos estados e municípios. Esse processo complexo e burocrático gera custos significativos para as empresas.
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Impacto na Arrecadação e a Necessidade de Reforma
Um boletim do Ceper (Centro de Pesquisa em Economia Regional da USP) revelou que, em fevereiro, Ribeirão Preto teve um aumento na arrecadação de alguns impostos federais, como Imposto de Renda Retido na Fonte (32,6%) e IPI (15,1%). No entanto, a arrecadação total foi 1,3% menor em comparação com fevereiro de 2015. Nakau critica a quantidade excessiva de impostos e defende uma reforma tributária que simplifique o sistema e reduza a carga tributária, eliminando a tributação em cascata, onde o imposto é cobrado em cada etapa da cadeia produtiva.
A arrecadação total de Ribeirão Preto em fevereiro foi de R$ 144 milhões. A complexidade do sistema tributário brasileiro demanda uma revisão para torná-lo mais eficiente e justo.



