Locais nos quais foram constatadas a contaminação ficam sob quatro postos de combustíveis e uma transportadora de carga
Ribeirão Preto enfrenta um problema ambiental preocupante: a contaminação de áreas urbanas. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), cinco áreas apresentam risco confirmado de contaminação, sendo quatro postos de combustíveis e uma transportadora de carga. A contaminação afeta o solo e as águas subterrâneas, ultrapassando os padrões legais e colocando em risco a saúde humana e o meio ambiente.
Áreas Contaminadas e Investigação
A CETESB registra um total de 70 áreas contaminadas ou reabilitadas em Ribeirão Preto, incluindo postos de combustíveis, áreas de disposição de resíduos e áreas industriais. Além das cinco áreas com risco confirmado, seis estão em remediação, três em investigação e 23 em monitoramento para encerramento. 31 áreas já foram reabilitadas. A companhia exige que os responsáveis pela contaminação gerenciem adequadamente os locais para evitar danos.
Causas da Contaminação e Riscos
O ambientalista Manoel Tavares destaca que a contaminação em Ribeirão Preto é um problema antigo, citando lixões irregulares e a disposição inadequada de resíduos, inclusive em áreas de recarga do aquífero. A contaminação por agrotóxicos, principalmente herbicidas, também é um fator relevante. A contaminação de combustíveis em postos, devido à corrosão de tanques subterrâneos, representa um risco significativo, pois um pequeno volume de combustível pode contaminar uma grande quantidade de água. A abertura de poços clandestinos próximos a áreas contaminadas aumenta o risco de contaminação da água subterrânea utilizada pela população.
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Soluções e Ações Necessárias
Manoel Tavares enfatiza a necessidade de ações efetivas para reverter a situação, como a remoção de lixões antigos e a adoção de medidas para prevenir novas contaminações. Ele destaca a urgência em adequar os tanques de armazenamento de combustíveis às normas atuais e controlar a abertura de poços irregulares. A conscientização da população e a cobrança por providências das autoridades são cruciais para proteger o aquífero e garantir a saúde pública. A contaminação gradual, mesmo em pontos aparentemente pequenos, compromete a qualidade da água a longo prazo, considerando a baixa velocidade de recarga do aquífero.



