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Ribeirão tem mais de 15 mil casos de dengue sob investigação

6,4 mil diagnósticos foram confirmados, além de duas mortes; quase seis mil residências foram vistoriadas
Ribeirão tem mais de 15 mil ,4 mil diagnósticos foram confirmados, além de duas mortes; quase seis mil residências foram vistoriadas

6,4 mil diagnósticos foram confirmados, além de duas mortes; quase seis mil residências foram vistoriadas

Números e cenário atual

Ribeirão Preto registra 6.400 casos confirmados de dengue em 2024 e outros 15.300 em investigação. Dois óbitos foram confirmados no ano até atrásra, e a cidade permanece em nível 2 do quadro de epidemia, segundo a Divisão de Vigilância Ambiental.

Mutirões de limpeza e dificuldades operacionais

Em um novo mutirão realizado no último sábado, equipes retiraram 4.200 quilos de material e 800 pneus de quase 6.000 imóveis visitados. Foi a décima ação em grande escala do ano: só em 2024 já foram removidos mais de 80.000 quilos de resíduos que acumulam água e favorecem a reprodução do Aedes aegypti.

Segundo Maria Lúcia Biagini, chefe da divisão, o trabalho é feito porta a porta, sempre com pedido de autorização ao morador. A equipe recolhe apenas objetos inservíveis que possam acumular água — como pneus, latas, garrafas descartáveis, lonas, vasos sanitários, carcaças de máquinas de lavar e tubos de aparelhos eletrônicos — e não materiais como madeira. Um dos maiores obstáculos é o número de imóveis fechados durante as visitas, quando ninguém está em casa para autorizar a entrada.

Riscos, previsões e orientações à população

Biagini alerta que não há perspectiva de queda nos casos para abril ou maio. Historicamente abril concentra o maior número de ocorrências e as condições climáticas atuais — calor intenso e mais chuva — aceleram o ciclo do mosquito. Em temperaturas elevadas e com água disponível, o Aedes completa a transformação de ovo a adulto em cerca de uma semana; em períodos mais frios esse processo pode levar até 20 dias.

A vigilância reforça que o poder público não consegue, sozinho, interromper a transmissão: é necessária a colaboração dos moradores para eliminar criadouros. Entre as recomendações práticas estão esvaziar e lavar semanalmente recipientes que abastecem animais, evitar deixar pratos de vasos com água parada, desentupir ralos e calhas e, quando há acúmulo de água em ralos, colocar uma colher de sopa de sal de cozinha. A manutenção preventiva de calhas e a vistoria frequente das áreas externas também foram citadas como medidas simples e eficazes.

A Divisão lembra ainda que Ribeirão Preto tem cerca de 276 mil imóveis cadastrados, o que torna a mobilização comunitária essencial para reduzir a circulação do mosquito e o risco de novos casos.

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