Ex-investigador da Polícia Civil, já foi condenado a mais 200 anos de prisão por seis mortes em São Paulo e Rio Grande do Sul
Ricardo José Guimarães, ex-investigador de polícia, será julgado hoje em Ribeirão Preto por mais um crime. Conhecido como “matador” e acusado de integrar um grupo de extermínio, ele já cumpre pena superior a 200 anos de prisão.
Novo julgamento
O julgamento desta quarta-feira se refere às mortes de Maicon Arribi Silva e Rogério Fernandes, dois jovens de 19 anos encontrados mortos em uma rua do Parque São Sebastião em 2002. Guimarães já foi condenado por seis assassinatos em Ribeirão Preto e no Rio Grande do Sul, somando 206 anos de prisão.
Evidências da acusação
A acusação utilizará como prova uma reportagem do Jornal Nacional exibida em 2006 para demonstrar a violência de Guimarães e sua participação em um grupo de extermínio na cidade, no final dos anos 90. A promotoria pretende mostrar que, mesmo após fugir de Ribeirão Preto, ele continuou envolvido no crime, participando de um esquema de contrabando internacional e assassinando dois policiais civis no Rio Grande do Sul, decidindo quem deveria morrer.
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Situação atual e defesa
Preso há 11 anos no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo, Guimarães terá seu julgamento iniciado às 13h no Fórum da cidade. Sua defesa informou que não comentará o caso.



