Município não registrou nenhum caso do novo coronavírus; algumas lojas estão sem abrir há dois meses
Rifaina, um município turístico do interior paulista, enfrenta o dilema de reabrir o comércio após meses de fechamento devido à pandemia de Covid-19. A cidade, que até o momento não registrou nenhum caso da doença entre seus 3629 moradores, busca um equilíbrio entre a retomada da economia e a preservação da saúde pública.
Turismo em xeque
Conhecida por sua prainha, um ponto turístico bastante popular, Rifaina teve que fechar seus acessos para evitar aglomerações. Com o turismo completamente paralisado, o município estima uma perda de 80% da receita do setor, impactando diretamente restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos que dependem da visitação. Cristiane Gomes, proprietária de um quiosque na cidade, relata as dificuldades enfrentadas nos últimos dois meses, um período sem precedentes em seus quatro anos de atividade.
Reabertura parcial em debate
Diante da crise econômica, a prefeitura de Rifaina defende uma flexibilização parcial da quarentena a partir de junho, seguindo os passos de cidades como Ribeirão Preto. A proposta inclui a reabertura do comércio, especialmente na área próxima à praia, com restrições como o distanciamento entre mesas nos restaurantes (9m²) e a manutenção do fechamento da prainha. O secretário de turismo, Claudio Maçol, destaca a necessidade de medidas para conter o agravamento da situação financeira, com muitos estabelecimentos tendo que demitir funcionários.
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Riscos e precauções
Apesar da ausência de casos de Covid-19 em Rifaina, o infectologista Benedito Fonseca, do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, alerta para os riscos da reabertura precoce do comércio. Ele argumenta que a flexibilização do distanciamento social pode levar ao aumento de casos em cidades com menor estrutura para lidar com a doença, sobrecarregando os centros urbanos maiores. Mesmo com a possibilidade de reabertura, a prefeitura garante que a prainha permanecerá interditada para evitar aglomerações. Cristiane Gomes, apesar de favorável à flexibilização, ressalta a importância de seguir as regras de higiene e segurança para evitar riscos à saúde da população.



