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Rino Malzoni, nascido na Itália, mas de coração brasileiro! Conheça a história do construtor de carros!

Malzoni é o 'pai' de modelos conhecidos como o GT Malzoni, Puma e o Carcará; ouça o 'CBN Giro Sobre Rodas' com Thiago Songa
Rino Malzoni
Malzoni é o 'pai' de modelos conhecidos como o GT Malzoni, Puma e o Carcará; ouça o 'CBN Giro Sobre Rodas' com Thiago Songa

Malzoni é o ‘pai’ de modelos conhecidos como o GT Malzoni, Puma e o Carcará; ouça o ‘CBN Giro Sobre Rodas’ com Thiago Songa

No giro sobre rodas de hoje, o especialista em automobilismo Tiago Songas destacou a trajetória de um nome pouco conhecido fora dos círculos do setor, mas relevante para a história local e nacional da indústria automobilística: Genaro “Gino” Mausone. A conversa, veiculada na CBN, ressaltou aniversários recentes e trouxe ao público a memória daquele que ajudou a moldar o projeto do Puma, ícone do automóvel brasileiro.

Origens e ligação com a região

Natural de família italiana, Genaro Mausone emigrou para o Brasil ainda jovem. A família adquiriu terras na região de Matão e Mausone acabou se naturalizando brasileiro. Dono de fazendas de café — entre elas a chamada Ximbó, que permanece até hoje na região de Ribeirão Preto —, Mausone também trabalhou na cidade de Matão e passou a investir parte de sua fortuna no setor automotivo.

Da Lumimari às pistas: inovação com fibra de vidro

Com três sócios, Mausone fundou a empresa Lumimari e passou a produzir carrocerias em fibra de vidro sobre mecânicas DKW, bastante presentes nas competições nos anos 1960. A leveza dos conjuntos resultantes deu vantagem nas corridas, rendendo vitórias e reconhecimento. A Lumimari chegou a confeccionar carrocerias para a equipe de competição da Vemag, que disputava com veículos DKW.

Puma, produção brasileira e legado

Quando a Volkswagen adquiriu a DKW em 1967, a empresa de Mausone viu oportunidade de ampliar o mercado além das pistas. Dessas iniciativas nasceu o primeiro Puma GT, em 1967 com mecânica DKW; em 1968 o Puma passou a usar mecânica Volkswagen e ganhou diversas séries especiais. Embora a produção fosse relativamente pequena para padrões de indústria pesada — estimada em torno de 25 mil unidades ao longo de sua história, distribuídas em mais de 20 modelos —, o Puma tornou-se marca de destaque no país. A utilização da fibra de vidro possibilitou produções em escala menor, viáveis sem o investimento em grandes prensas e ferramental necessário para carrocerias metálicas.

Tiago Songas ressaltou ainda que, mesmo tendo falecido nos anos 1970, o nome de Mausone permanece ligado à memória da indústria automobilística brasileira e à história regional. A fazenda Ximbó e as referências ao seu trabalho lembram que, em várias cidades do interior, surgiram iniciativas que contribuíram para projetos nacionais como o Puma.

Recordar trajetórias como a de Genaro “Gino” Mausone ajuda a resgatar capítulos menos conhecidos da indústria automotiva e a reconhecer a influência de pioneiros locais no desenvolvimento de modelos que marcaram época.

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