Especialistas comentam os principais danos causados pela seca
Níveis críticos do Rio Pardo
O tempo seco dos últimos meses fez com que os rios da região atingissem níveis preocupantes. Na semana passada, o Rio Pardo chegou à sua menor marca do ano, com apenas 52 centímetros de profundidade. Apesar de uma leve recuperação após chuvas no fim de semana (atingindo entre 56 e 58 centímetros), os níveis atuais estão muito abaixo do registrado em períodos similares do passado, quando a régua marcava quase o dobro.
Preocupações ambientais e energéticas
Para o ambientalista Paulo Finotti, membro da bacia do Rio Pardo, a situação é alarmante. O rio abastece reservatórios importantes da região, e a falta de chuva impacta diretamente na produção de energia elétrica. A situação é agravada pela existência de três pequenas hidrelétricas no curso superior do rio, que sofrem com a redução do nível d’água, comprometendo a geração de energia.
Perspectivas futuras
Segundo Paulo Finotti, a recuperação do nível do Rio Pardo só deve ocorrer a partir do final de novembro, com a chegada das chuvas mais intensas. A expectativa é que chuvas consistentes entre novembro e março restabeleçam os níveis e a qualidade da água. Até lá, a situação permanece crítica, exigindo atenção e monitoramento constante.
Em resumo, a seca prolongada causou uma queda drástica no nível do Rio Pardo, impactando o abastecimento de água, a produção de energia e o ecossistema da região. A recuperação depende da chegada das chuvas de verão.



