Segundo Edmur Manfrim, é preciso políticas públicas para cuidar melhor da água em Ribeirão e região
A falta de água tem afetado diversas cidades da região, com racionamento em Franca, Cristais Paulista e Bebedouro. Ribeirão Preto, abastecida pelo Aquífero Guarani, ainda não enfrenta risco de desabastecimento, mas o nível do aquífero diminui gradativamente, e sua recarga natural pode levar milênios para se normalizar.
Alternativas para o abastecimento
Uma alternativa estudada é a captação e tratamento da água do Rio Pardo. Em 2013, a Agência Nacional de Águas recomendou a utilização deste recurso, com um projeto orçado em mais de R$ 525 milhões. A prefeitura busca verbas federais para viabilizar o projeto, mas a eficácia desta solução é questionada.
A importância da preservação do Aquífero Guarani
O professor Edmur Manfrim destaca a ausência de uma política eficiente para a gestão da água em Ribeirão Preto. Ele alerta para o crescimento populacional e o aumento do consumo, enfatizando a necessidade de se evitar o desperdício, tanto por parte da população quanto em termos de infraestrutura. O professor chama a atenção para a lenta recarga do aquífero, que leva milhares de anos para se recompor após a diminuição do nível da água, e para a poluição dos rios e córregos que abastecem a cidade.
Soluções para o futuro
Manfrim propõe a criação de uma brigada para a defesa do Aquífero Guarani, envolvendo órgãos competentes, para fiscalizar e proteger o recurso hídrico. Ele também defende a educação ambiental nas escolas, o reúso da água em prédios e condomínios, e a implantação de sistemas de captação de água de chuva, incentivando a população a adotar práticas de economia de água e o uso de tecnologias para o reúso da água. O especialista finaliza enfatizando a necessidade de uma política pública que contemple a preservação e o uso racional da água, assegurando o abastecimento para as futuras gerações.



