Isabelle Medeiros de Freitas explica que novos desabamentos de cânions podem acontecer devido o processo natural de formação
Um trágico acidente ocorrido no último sábado em Capitólio, Minas Gerais, chocou o país. O desabamento de um paredão rochoso em Furnas causou a morte de 10 pessoas e deixou 27 feridas, que estavam em uma lancha no momento do incidente.
Investigação e Possíveis Causas
As autoridades, incluindo a Marinha do Brasil e a Polícia Civil de Minas Gerais, estão investigando as causas do acidente. Especialistas apontam a erosão e as fortes chuvas recentes como fatores que podem ter contribuído para o desabamento das rochas metamórficas. A região é conhecida por seus cânions e paredões rochosos, atraindo muitos turistas.
Riscos em outras regiões
A tragédia em Capitólio levanta preocupações sobre a segurança em outras áreas turísticas semelhantes. Próximo a Rifaina, também em Minas Gerais, muitos passeios de barco são realizados em locais com características geológicas parecidas. Em Sacramento, por exemplo, os paredões apresentam rochas sedimentares, que, embora diferentes das rochas metamórficas de Capitólio, também estão sujeitas à erosão e risco de desabamento. Um guia turístico relatou a queda de rochas em um local próximo a Rifaina, poucos dias antes do acidente em Capitólio.
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Prevenção e Monitoramento
Em entrevista à CBN, a geógrafa Isabel Medeiros de Freitas explicou a formação geológica dos cânions e a influência de fatores climáticos na erosão. Ela enfatizou a importância de estudos geológicos frequentes e monitoramento constante para avaliar os riscos de desabamento em áreas turísticas com formações rochosas. A especialista destacou a necessidade de um turismo mais sustentável e regulamentado, com foco na prevenção de acidentes e na preservação ambiental. A tragédia serve como alerta para a importância de planejamento e gestão adequados do turismo em áreas de risco geológico.



