Chegada da estação mais fria do ano pode afetar quem sobre com problemas cardiovasculares
Uma pesquisa do Instituto Nacional de Cardiologia revelou um dado alarmante: os riscos de infarto aumentam cerca de 30% durante o inverno. Com 140 mil mortes anuais causadas pela doença no Brasil, a situação exige atenção dos especialistas.
Riscos do Infarto no Inverno
De acordo com o cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, Ricardo Alves da Costa, a associação entre inverno e infarto é significativa. A explicação reside nos mecanismos fisiológicos do corpo para manter a temperatura adequada em baixas temperaturas. A vasoconstrição, ou seja, o estreitamento dos vasos sanguíneos, aumenta a pressão nas paredes vasculares, podendo desencadear a formação de placas de gordura e, consequentemente, o infarto. Além disso, o coração pode ser sobrecarregado nesse processo.
Impacto da Variação de Temperatura
A variação brusca de temperatura, comum em diversas regiões do Brasil, intensifica esses mecanismos, elevando ainda mais o risco de infarto. O estresse gerado pela necessidade do corpo de regular a temperatura interna contribui para o problema. É crucial estar atento aos sintomas, buscando ajuda médica imediatamente.
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Sintomas e Cuidados
Os sintomas de infarto incluem dor no peito (que pode variar de aperto a queimação) irradiando para os braços (principalmente o esquerdo), suor excessivo, cansaço e falta de ar. A intensidade desses sintomas tende a aumentar com o tempo. Como o infarto é uma emergência médica, o reconhecimento precoce dos sinais e a busca por atendimento rápido são fundamentais. A campanha da Sociedade Brasileira de Cardiologia, “Infarto não respeita a quarentena”, reforça a importância da atenção à saúde, principalmente durante a pandemia e o inverno. A prevenção, por meio de cuidados com a saúde, continua sendo a melhor forma de reduzir os riscos.



