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Rixa comercial entre EUA e China provoca aumento de exportações no setor calçadista de Franca

Em setembro, as indústrias de calçados exportaram U$$ 5,7 bilhões, aumento de 6,4% em comparação a 2018
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Em setembro, as indústrias de calçados exportaram U$$ 5,7 bilhões, aumento de 6,4% em comparação a 2018

Em setembro, as indústrias de calçados exportaram U$$ 5,7 bilhões, aumento de 6,4% em comparação a 2018

A guerra comercial entre Estados Unidos e China trouxe um efeito inesperado para o setor calçadista de Franca, interior de São Paulo: um aumento nas exportações e novas perspectivas de empregos. A produção de calçados na região, que chega a 800 pares por dia em algumas fábricas, tem encontrado um novo mercado no exterior, impulsionado pela alta de impostos sobre produtos chineses nos EUA.

Oportunidades no mercado externo

Com a China aplicando taxas extras sobre produtos destinados aos Estados Unidos, os calçados brasileiros tornaram-se mais atrativos para o mercado americano. Segundo João Xavier, diretor de exportação de uma fábrica em Franca, a empresa tem aproveitado a oportunidade para aumentar seus negócios, buscando novos clientes e produtos. A melhora, no entanto, não foi constante ao longo do ano; as exportações caíram no primeiro semestre, só se recuperando em setembro com o aumento da demanda americana.

Números positivos e desafios persistentes

O faturamento das fábricas de Franca com exportações para os EUA chegou a quase 21 milhões de dólares de janeiro a setembro, um aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento, impulsionado pela qualidade dos calçados francanos, já começa a gerar novos empregos na cidade, como destaca Rodrigo Silva de Freitas, um novo funcionário do setor. Apesar disso, a recuperação é pequena em comparação com as perdas de empregos nos últimos anos. De janeiro a setembro, o setor calçadista de Franca empregava 18.600 funcionários, o pior resultado para o período em 20 anos, segundo José Carlos Brigagão Couto, diretor do sindicato das indústrias calçadistas. Embora setembro tenha registrado a abertura de 377 novas vagas, o saldo anual ainda é negativo.

Perspectivas futuras

Apesar dos desafios, a melhora nas exportações representa um sinal positivo para o setor calçadista de Franca. A Argentina é o segundo maior comprador de calçados da região, e a expectativa é de um crescimento ainda maior nos próximos anos, impulsionado pela demanda americana e pela qualidade reconhecida dos produtos francanos. A experiência e a expertise das fábricas locais, aliadas a uma matéria-prima de qualidade e um acabamento impecável, são fatores cruciais para a conquista e manutenção do mercado internacional.

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