Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A recente entrada em vigor da lei que isenta veículos com eixos suspensos do pagamento de pedágio em rodovias federais gerou insatisfação entre caminhoneiros que circulam pelo estado de São Paulo. Apesar da nova legislação, as rodovias paulistas manterão as regras tarifárias atuais, contrariando as expectativas de muitos.
A Insatisfação dos Caminhoneiros
Caminhoneiros expressam preocupação com o impacto da manutenção das tarifas em São Paulo. Argumentam que a isenção em outros estados, sem a contrapartida em São Paulo, gera desvantagem competitiva. Muitos relatam que os custos com pedágio e combustível já consomem grande parte do valor do frete, tornando o trabalho menos lucrativo. A impossibilidade de repassar esses custos adicionais para as empresas contratantes agrava a situação.
Justificativa da ARTESP e o Impacto Financeiro
A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP) justifica a continuidade da cobrança alegando que, desde 2011, o estado tem implementado medidas para reduzir o custo dos pedágios. No entanto, essa explicação não convence os caminhoneiros, que apontam São Paulo como o estado com os pedágios mais caros do país. Uma transportadora de Ribeirão Preto, por exemplo, estima que seus 70 caminhões gastam mais de R$ 300 mil com pedágios. A isenção representaria uma economia de cerca de R$ 30 mil, aliviando o orçamento da empresa.
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Adaptação às Regras e Perspectivas Futuras
Apesar da frustração, empresas e caminhoneiros reconhecem a necessidade de se adaptar às regras estabelecidas. A gerente financeira de uma transportadora lamenta a perda da oportunidade de economizar com a isenção, mas ressalta que a empresa precisa se ajustar à situação. A ARTESP reafirma sua autonomia para definir as regras nas rodovias estaduais, indicando que não há previsão de mudança nas tarifas.
O cenário atual exige que transportadoras e caminhoneiros busquem alternativas para mitigar os custos e manter a competitividade no setor.



