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Rottweiler ataca jovem de 17 anos após fugir de controle de tutora, em Ribeirão

Adolescente recebeu pelo menos três mordidas, mas já recebeu alta após atendimento médico; cão não estava com focinheira
Rottweiler ataca jovem de 17 anos
Adolescente recebeu pelo menos três mordidas, mas já recebeu alta após atendimento médico; cão não estava com focinheira

Adolescente recebeu pelo menos três mordidas, mas já recebeu alta após atendimento médico; cão não estava com focinheira

Uma estudante de 17 anos foi atacada por um cão da raça Hot Valley na manhã de ontem no Parque dos Servidores, Rottweiler ataca jovem de 17 anos, localizado na zona leste de Ribeirão Preto. O animal escapou da tutora, que o conduzia com coleira, e atacou a adolescente na avenida Doutor Marco Antônio Macaro dos Santos por volta das 11h30.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que uma funcionária de um comércio próximo corre para ajudar a jovem, e as duas caem no chão. A adolescente conseguiu entrar no estabelecimento, mas o cão a seguiu. A tutora só conseguiu conter o animal após várias mordidas.

A jovem sofreu pelo menos três mordidas e foi levada a um hospital, onde recebeu atendimento e vacinas. Ela já teve alta médica e está se recuperando bem. A funcionária do comércio também foi mordida, mas não precisou de atendimento médico.

Condução inadequada do cão: O adestrador Ronan Rocha avaliou que o ataque pode ter ocorrido porque o cão não estava com a coleira adequada. Segundo ele, cães de grande porte, como o Hot Valley, exigem equipamentos específicos para controle, como o colar de gelo (enforcador), que limita a força do animal e facilita a contenção.

Legislação vigente: Uma lei federal de 2011 determina que cães de grande porte ou de raças consideradas perigosas devem ser conduzidos em locais públicos com focinheira e guia curta. No estado de São Paulo, uma lei estadual obriga o uso de focinheira e enforcador para raças como pitbull, Hot Valley, mastim napolitano, rottweiler e outras.

O descumprimento dessas normas pode resultar em multa de um a cinco salários mínimos, dependendo da gravidade da ocorrência. O advogado Leonardo Afonso Pontes esclarece que há poucas exceções, como cães-guia para pessoas com deficiência, que necessitam de certificação e permissão específicas. Além da multa, o tutor pode ser responsabilizado civil e criminalmente em caso de danos a terceiros.

Desdobramentos do caso: A família da jovem atacada informou que pretende registrar um boletim de ocorrência. Eles também destacaram que recebem apoio da tutora do cão. A dona do animal afirmou que o cão escapou, mas que prestou auxílio à família da adolescente.

Informações adicionais

Não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde da funcionária que tentou ajudar a jovem nem sobre eventuais medidas administrativas ou judiciais tomadas após o incidente.

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