Furto foi perto da Escola Tomás Alberto Whatelly, no Campos Elíseos; cinco estudantes foram detidos e dois PMs se feriram
Um confronto entre a Polícia Militar e estudantes nas proximidades da Escola Tomás Alberto Ota, nos Campos Elíseos, resultou na detenção de cinco alunos e ferimentos em dois policiais, conforme relatos da PM. O incidente ocorreu ontem e gerou acusações mútuas entre os estudantes e a polícia.
Acusações de Agressão e Uso Excessivo da Força
Alunos alegam que foram vítimas de agressões por parte dos policiais, incluindo socos, tapas, pontapés e o uso excessivo de gás de pimenta. O repórter Lucas Breitas ouviu relatos de estudantes que afirmam que a polícia invadiu a escola em busca de um aluno, agredindo-o e a outros que tentavam protegê-lo. Uma aluna relatou que uma policial utilizou spray de pimenta indiscriminadamente contra vários estudantes.
Versão da Polícia Militar
A Polícia Militar, por sua vez, alega que os alunos atiraram pedras contra a tropa e as viaturas. O Tenente Danilo D’autoso declarou que a confusão começou quando policiais da Ronda Escolar, acionados por vítimas de roubo de celular, tentaram abordar alunos em atitude suspeita em frente à escola. Segundo a PM, um dos adolescentes se recusou a ser abordado, o que teria inflamado os demais alunos, que partiram para cima dos policiais.
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Desdobramentos e Investigação
A polícia afirma que os agentes foram agredidos e, diante da situação, solicitaram apoio. Com a chegada de mais viaturas, os alunos teriam continuado a atirar pedras e a desobedecer às ordens policiais. Cinco alunos foram levados à delegacia, onde foram registrados boletins de ocorrência por desacato, desobediência e lesão corporal. A Secretaria de Educação informou que os pais dos alunos foram notificados.
O caso levanta questões sobre os procedimentos de abordagem policial em ambientes escolares e a necessidade de um diálogo mais efetivo entre a polícia e a comunidade estudantil.



