Sistemas de segurança vêm se tornando itens essenciais para quem não mora em casas
Câmeras de segurança, cercas elétricas e alarmes estão se tornando itens indispensáveis para quem vive em casas, não apenas em condomínios. O medo da violência é crescente e atinge diferentes regiões.
Ação Solidária e Monitoramento Coletivo
Nem mesmo autoridades estão imunes. A vereadora e prefeita interina Glaucia Berenice teve sua casa invadida na noite de Réveillon, mas a rápida ação de vizinhos vigilantes, por meio de uma iniciativa de “vigilância solidária”, permitiu a recuperação de objetos e a prisão dos criminosos. Em outro bairro, Engenheiro Lacerda Chaves, moradores se uniram e instalaram 29 câmeras em um raio de dois quarteirões, financiadas por uma vaquinha. O resultado? Zero roubos registrados nas ruas monitoradas. O sistema permite o acompanhamento remoto via celular, com cerca de 120 moradores monitorando as câmeras simultaneamente. O projeto está sendo expandido para sete novas ruas, beneficiando 449 casas.
Iniciativa Moradores e Investimento em Segurança
A moradora Vanessa Pasquim, vítima anterior de roubo, destaca a eficácia do sistema. Após a instalação das câmeras em seu quarteirão, nenhum roubo foi registrado. O custo mensal por morador é de R$40,00 para a empresa de monitoramento. O especialista em segurança Guelph Pescuma Junior avalia a iniciativa como positiva, mas enfatiza a importância da eficiência da empresa prestadora de serviço, destacando a necessidade de barreiras físicas e eletrônicas para uma segurança completa.
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Dados da Violência e Prevenção
O bairro Engenheiro Lacerda Chaves, localizado na zona oeste e pertencente ao terceiro distrito policial, registrou um alto índice de criminalidade em 2022: 852 roubos e 1.697 furtos, ficando entre as regiões com maiores ocorrências na cidade. Iniciativas como a vigilância solidária e o monitoramento coletivo por câmeras demonstram a necessidade de ações comunitárias para combater a violência e reforçar a segurança em áreas vulneráveis.



