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Rovani confirma repasse de mais de R$ 5 milhões para Wagner Rodrigues

Ele afirma que esse dinheiro não era de propina, mas sim de um acordo entre o Sindicato e Maria Zuely
Wagner Rodrigues
Ele afirma que esse dinheiro não era de propina, mas sim de um acordo entre o Sindicato e Maria Zuely

Ele afirma que esse dinheiro não era de propina, mas sim de um acordo entre o Sindicato e Maria Zuely

Nesta quarta-feira (data a ser preenchida), o ex-advogado do sindicato dos servidores municipais de Ribeirão Preto, Sandro Rovane, prestou depoimento à Justiça sobre o processo da Servandija, que investiga fraudes em honorários advocatícios. O depoimento revelou detalhes de um esquema que envolve pagamentos ilícitos provenientes de uma ação trabalhista contra a prefeitura.

Pagamentos e Acordos

Sandro Rovane é acusado pela Polícia Federal de participar de um esquema de desvio de recursos da ação trabalhista referente à reposição salarial do Plano Collor. Os honorários advocatícios eram devidos à ex-advogada do sindicato, Maria Zuele Librande, mas a investigação aponta um acordo entre as partes, com a anuência da ex-prefeita, para liberar os pagamentos. Rovane confirmou ter repassado R$ 5.200.000 para Wagner Rodrigues, em dinheiro vivo, após a troca de cheques assinados por Zuele para o ex-presidente do sindicato (réu neste processo e que fez um acordo de delação premiada). Ele negou que o montante fosse propina, classificando-o como parte de um acordo antigo do sindicato com Zuele, que previa o repasse de um percentual das ações ganhas (28%). Rovane também admitiu ter recebido cerca de R$ 1 milhão de Wagner como honorários advocatícios, por intermédio do sindicato e de Zuele.

Planilhas e Acusações

O depoimento abordou uma planilha apreendida no escritório de Rovane, que detalha a divisão dos honorários entre Zuele e outras pessoas. Rovane disse desconhecer a origem da planilha, sugerindo que Wagner (que tinha acesso ao escritório) poderia tê-la colocado lá para incriminá-lo. Ele acusou Wagner de perseguição política, alegando que o acesso a um documento, 20 dias antes da delação de Wagner, foi uma manobra para prejudicá-lo, motivada pelo temor de que Zuele apoiasse outro candidato no sindicato.

Rovane afirmou desconhecer o destino do dinheiro recebido por Wagner, mas mencionou gastos com a compra de uma frota de vans, viagens para a Europa, uma festa de casamento, despesas de parentes e a montagem de uma empresa de comunicação, além de gastos com a última campanha eleitoral de Wagner para prefeito de Ribeirão Preto. O próximo depoimento será da ex-prefeita Darci Vera, marcado para 5 de dezembro.

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