Criadouros de Aedes Aegypti são formados na rua e dentro de um caminhão bau abandonado
O descarte irregular de lixo e entulho tem se tornado um problema crescente em diversos bairros da cidade, com uma situação particularmente preocupante no Ribeirão Verde. A combinação de lixo acumulado e entulho cria um ambiente propício para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A Angústia dos Moradores do Ribeirão Verde
Nossa equipe esteve no Ribeirão Verde e constatou a gravidade da situação. Moradores relataram casos de dengue em suas famílias e vizinhança, demonstrando grande preocupação com os focos do mosquito encontrados na região. Em um raio de apenas 200 metros, identificamos diversas áreas problemáticas, incluindo um caminhão abandonado há cerca de oito anos na Avenida Julieta em Graça Garcia. O veículo, com vidros quebrados e água acumulada, tornou-se um criadouro perfeito para o Aedes aegypti.
Alberto Francisco, morador da região, expressou sua preocupação: “Esse caminhão está aí há uns oito anos, no meio da vegetação. Já teve dengue aqui na rua, inclusive minha mulher já teve. A vizinha de cima também. Provavelmente, é desse caminhão aí.”
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Outras moradoras, Bruniela Maria Rosa e Rosalina Ferreira, também manifestaram sua apreensão com o veículo abandonado e a proliferação da dengue. “Está acontecendo tanto problema de dengue, tantas pessoas doentes, posto muito cheio, e eu já peguei dengue também”, disse Bruniela.
Outros Focos de Dengue Identificados
Além do caminhão abandonado, os moradores apontaram para uma casa abandonada com uma piscina cheia de água turva, outro potencial foco de dengue. O comerciante Juliano Capelupo, que tem filhos pequenos e uma gestante na família, expressou sua preocupação com a situação: “Temos crianças de colo, crianças de 3 a 4 anos, temos uma moça grávida de 6 meses. É um risco muito grande para nossas crianças e gestantes.”
Outra denúncia grave refere-se a um morador que acumula resíduos e sucatas em sua residência, criando um ambiente propício para a proliferação do mosquito. Livi Carlos Pinto, pedreiro que recentemente se recuperou da dengue, denunciou a situação: “Tem que ter algum órgão responsável que venha tomar providência nisso aí, porque vai acontecer mais casos. O negócio ali é tremendo, a sujeira é muito grande, o lixo, mas lixo mesmo, de ser levado embora.”
Além disso, foram encontrados pneus com água parada em um canteiro na esquina das ruas Vicente de Sousa Reis e Conservação de Souza Castro, e veículos abandonados na Rua Francisco Paula de Lima.
Ações da Prefeitura e Conscientização da População
Diante da gravidade da situação, a equipe da Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde informou que irá recolher os pneus em frente à escola municipal Leonor Mertili da Costa. A prefeitura também mantém o projeto CataTreco, que percorre os bairros da cidade para recolher lixo e entulho descartados irregularmente. Durante o último mutirão, foram recolhidos 27 mil quilos de lixo e entulho.
O descarte irregular de lixo pode gerar multas que variam de R$ 55 a R$ 11 mil. A prefeitura realiza a retirada de materiais volumosos diariamente, das 8h às 17h. Para solicitar o serviço, os moradores podem ligar para 156 ou 3968-8664.
Apesar das ações da prefeitura, a conscientização da população é fundamental para combater a proliferação do Aedes aegypti e evitar o aumento dos casos de dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito. A colaboração de todos é essencial para manter a cidade limpa e livre de focos de dengue.



