Lígia Boareto traz mais um clássico do cantor para exemplificar e nos explicar o que são os ‘verbos defectivos’; entenda!
Neste artigo, vamos esclarecer dúvidas frequentes sobre a conjugação verbal, focando no verbo “valer” e em outros verbos irregulares ou defectivos.
O Verbo “Valer” e suas Conjugações
É comum a dúvida sobre a conjugação do verbo “valer” na primeira pessoa do singular. A forma correta é “eu valho”, significando “eu tenho muito valor”. A grafia com “lh” é característica da conjugação desse verbo irregular, presente também em formas como “que eu valha”.
Verbos Defectivos: Quando a Conjugação é Incompleta
Nem todos os verbos possuem conjugação completa em todas as pessoas e tempos verbais. Verbos defectivos, como “colorir”, “adequar”, “feder”, “estorkir” e “demolir”, apresentam lacunas em sua conjugação. No caso de “colorir”, por exemplo, não existe a forma “eu coloro”. Para contornar essa ausência, utiliza-se uma perífrase, como “eu estou colorindo” ou um sinônimo, como “eu estou pintando”. O mesmo raciocínio se aplica a outros verbos defectivos. A conjugação de verbos como “adequar” e “feder” é alvo de discussão entre gramáticos, com alguns considerando-os como não mais defectivos devido à sua crescente utilização em determinadas formas.
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Considerações Finais sobre Conjugação Verbal
A língua portuguesa é dinâmica e evolui com o uso. Embora existam regras gramaticais, a prática linguística dos falantes influencia a evolução da língua. Para vestibulandos e concurseiros, recomenda-se cautela com verbos defectivos e polêmicos em provas, optando por formas mais tradicionais e amplamente aceitas, evitando construções como “eu adeco” ou “eu fedo” em redações formais, mesmo que algumas gramáticas contemporâneas as aceitem. A escolha vocabular adequada e o uso de perífrases são alternativas eficazes para contornar as dificuldades de conjugação de verbos defectivos.