Marcelo Ferri e companhia comentam sobre as diferentes vocalizações que essas aves possuem e o porquê dessa mudança
O programa “Sons da Terra”, da CBN, revelou o mistério por trás de um canto de ave que ecoou durante a transmissão: a arara-azul.
O Sotaque da Arara-Azul
O biólogo Bruno Carvalho, do Instituto Arara-Azul, explicou que diferentes populações de araras-azuis, mesmo sem isolamento completo, apresentam variações em seus cantos, como se fossem sotaques regionais. Essas diferenças são perceptíveis entre as araras do Pantanal Norte e Sul, sendo possível identificar de qual região o canto provém.
Comunicação Complexa e Diferenças Visuais
A comunicação da arara-azul é complexa e serve para diversas funções, como atrair parceiros, demarcar território e interagir socialmente. Machos e fêmeas são visualmente idênticos, sem dimorfismo sexual. A vocalização varia de acordo com a situação, sendo mais intensa em momentos defensivos. Bruno destacou a natureza tagarela das araras, que mantêm constante comunicação, mesmo em grandes grupos.
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Arara-Azul: Nem Sempre Azul
Apesar do nome, a arara-azul não possui pigmento azul em suas penas. A cor azul que vemos é resultado de um fenômeno óptico, uma interação da estrutura da pena com outros pigmentos. Existem outras araras azuis, como a arara-canindé (com barriga amarela) e as araras-azuis de diferentes subespécies (grande, de Lear e pequena, esta última extinta). A arara-azul-grande é a maior espécie, atingindo 1 metro de comprimento. A arara-azul também é conhecida como arara-preta, devido à cor de algumas penas sob suas asas.
Para saber mais sobre a arara-azul, suas vocalizações e as diferenças entre as espécies, acesse o site do Terra da Gente e o Globoplay. Fotos podem ser encontradas no Instagram do Terra da Gente.