Pesquisa busca, entre outras coisas, estimar a capacidade do aquífero a garantir o abastecimento local; entenda mais!
A Saerp apresentou, na quinta-feira, Saerp apresenta estudo sobre o Aquífero, 27, ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo, um estudo sobre o Sistema Aquífero Guarani, abordando sua capacidade máxima, resiliência e sustentabilidade para o abastecimento público e privado de Ribeirão Preto.
Participaram da reunião representantes da Saerp, da empresa Triton, responsável pelo estudo, do Comitê da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas, do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, do Sip Águas, além de geólogos e engenheiros envolvidos nas questões hídricas da cidade.
“Ribeirão Preto é a maior cidade do país exclusivamente abastecida por água subterrânea. O Aquífero Guarani é um corpo hídrico subterrâneo de mais de um milhão de quilômetros quadrados, presente no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai”, explicou Matheus Simonato, geólogo e um dos profissionais do estudo.
Características do Aquífero Guarani: O Aquífero Guarani é formado por um grande pacote de areia localizado entre 250 e 600 metros de profundidade, onde a água está armazenada nos pequenos poros dessa massa arenosa, funcionando como uma esponja. Em Ribeirão Preto, a água é extraída por meio de mais de 100 poços localizados entre 300 e 400 metros de profundidade.
Importância e gestão do recurso: Apesar da grande extensão e volume de água, o aquífero não é uma fonte inesgotável e requer gestão cuidadosa para garantir sua longevidade e o abastecimento contínuo da cidade. O estudo utiliza modelos matemáticos e técnicas modernas para estimar a quantidade de água disponível e orientar a operação dos poços, buscando um uso equilibrado do recurso.
Recarga do aquífero: A recarga natural do Aquífero Guarani ocorre principalmente nas áreas onde as rochas arenosas estão em superfície, especialmente na zona leste e nordeste de Ribeirão Preto, onde a chuva infiltra-se para reabastecer o aquífero. Parte da água armazenada é antiga, com até 5 mil anos, enquanto outra parte é mais recente. Métodos de datação foram aplicados para diferenciar essas águas.
Possibilidade de recarga artificial: Além da recarga natural, existem técnicas de recarga gerenciada, que consistem na injeção artificial de água tratada no aquífero para aumentar sua capacidade de armazenamento. Embora essa prática seja utilizada em outras regiões do mundo, o estudo preliminar indica que, no curto e médio prazo, não será necessária sua aplicação em Ribeirão Preto.
Informações adicionais
O estudo terá duração total de cerca de 12 meses e inclui a instalação de equipamentos para monitoramento em tempo real dos níveis de água do aquífero por meio de telemetria. Isso permitirá acompanhar a evolução da quantidade de água extraída e a que permanece armazenada, contribuindo para uma gestão mais eficiente do recurso.



