Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
A safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil deve apresentar queda na próxima temporada, mas a produção de açúcar não será afetada, segundo projeção de grupo australiano. Apesar da redução na produção de cana, a alta do preço do açúcar no mercado internacional deve compensar as perdas.
Preços Internacionais e Estoques
A valorização do açúcar no mercado internacional, iniciada em 2015 e mantida em 2017, impulsiona a produção. O preço máximo atingido em 2017 foi próximo a R$ 1,50/kg, resultado da redução dos estoques internacionais e da menor produção na Tailândia e Índia. Essa situação torna a produção de açúcar mais atrativa que a de etanol para o Brasil.
Exportações e Rentabilidade
Em novembro de 2017, o Brasil exportou 2,7 milhões de toneladas de açúcar bruto, 11,5% a mais que em outubro. A alta rentabilidade do açúcar em relação ao etanol deve se manter em 2017 e, possivelmente, em 2018, devido à limitação da infraestrutura fabril para a produção de açúcar. Essa limitação, aliada à carência de investimentos nos últimos anos, deve manter os preços internacionais elevados a partir de 2018.
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Desafios e Perspectivas
Apesar do cenário positivo para o açúcar, desafios persistem. O preço do dólar, embora favorável às exportações, não é ideal. A alta carga tributária e a possibilidade de aumento de impostos pelo governo podem reduzir a rentabilidade do setor. Apesar dos desafios, a projeção para a safra de 2017 é positiva, representando um ano de recuperação para o setor após alguns anos difíceis.