Alta oferta destas commodities impactam diretamente o comércio; quem explica é José Carlos de Lima Junior no ‘CBN Agronegócio’
A safra de soja 2024/25 se apresenta com desafios significativos para os produtores brasileiros. Os preços internacionais estão em queda, pressionados por uma grande produtividade esperada nos Estados Unidos e uma produção brasileira expressiva, combinada com altos estoques.
Preços em queda e custos elevados
Os contratos futuros de soja para novembro de 2024 e março de 2025 estão em baixa no mercado internacional. Essa queda preocupa os produtores, pois os preços de remuneração estão diminuindo enquanto os custos com insumos, impactados pela alta do dólar e do frete internacional, permanecem elevados. A demanda por biodiesel nos EUA tem pouco impacto nesse cenário.
Cenário internacional e o papel da China
A China, importante importadora de soja, tem reduzido seus volumes de compra em 2024. Apesar da boa produção brasileira, a soma da oferta americana, da produção brasileira e dos estoques existentes resulta em uma oferta superior à demanda, contribuindo para a queda de preços. A expectativa é de uma atualização desses números na próxima sexta-feira.
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O impacto do dólar e as exportações brasileiras
A desvalorização do real frente ao dólar torna a soja brasileira mais competitiva no mercado internacional. Espera-se um aumento das exportações para a China em julho, impulsionado por essa “promoção temporária”. No entanto, apesar da valorização da saca em dólar, o retorno financeiro para o produtor é menor devido aos custos dolarizados, como frete e insumos importados.
Em resumo, o cenário para a soja é complexo. A queda dos preços internacionais impacta diretamente a rentabilidade dos produtores, enquanto a valorização do dólar, embora ajude nas exportações, não compensa totalmente os custos dolarizados. A situação deve levar a uma redução nos valores de arrendamento de terras na região, beneficiando produtores de amendoim.