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Safra de café de 2016 pode ser a segunda maior da história

Estimativa da Conab é animadora para os produtores da região devido às boas condições do clima
Safra de café
Estimativa da Conab é animadora para os produtores da região devido às boas condições do clima

Estimativa da Conab é animadora para os produtores da região devido às boas condições do clima

A primeira estimativa da safra de café de 2016, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta para uma produção brasileira entre 49,13 e 51,94 milhões de sacas de 60 quilos. Se confirmada, a média de 50,5 milhões de sacas representaria a segunda maior safra da história, superada apenas pela colheita de 2012, que atingiu 50,8 milhões de sacas.

Divergências nas Estimativas

Apesar da previsão indicar um aumento de 13,6% a 20,1% em relação à safra de 2015, que alcançou 43,24 milhões de sacas, nem todos no setor cafeeiro compartilham do otimismo da Conab. Produtores como Luiz Augusto, que vive o dia a dia no campo, questionam a precisão dos dados.

Segundo Luiz Augusto, embora o ano se mostre promissor, a estimativa da Conab pode ser exagerada. Ele ressalta que ainda é cedo para cravar que esta será a segunda maior safra histórica, apesar das condições climáticas favoráveis que têm beneficiado a lavoura, algo que não ocorreu nos últimos dois anos. O produtor pondera que a safra ainda está em andamento e diversos fatores podem influenciar o resultado final. Ele alerta para os interesses do mercado, que é sensível a notícias e expectativas.

Fatores que Impulsionam a Produção

A bienalidade do café, característica que faz com que a planta apresente melhores rendimentos em anos alternados, especialmente no caso do café arábica, é um fator importante. A estimativa inicial aponta para um crescimento de 17,8% a 24,4% na produção de arábica, que representa 76,5% do total de café produzido no país. Esse aumento é atribuído à expansão de 67,6 mil hectares da área em produção, à incorporação de novas áreas em formação e renovação, e às condições climáticas favoráveis.

Visão do Mercado

Washington Louis Barreto Bueno de Camargo Jr., corretor de café no Brasil e no exterior, compartilha da opinião de Luiz Augusto e acredita que os números da Conab podem ser superados. Ele observa que, teoricamente, uma safra muito boa deveria levar à queda dos preços devido ao excesso de oferta. No entanto, as quebras nas safras passadas têm diminuído os estoques, o que sustenta os preços. Além disso, a valorização do dólar, moeda em que o café é cotado, tem contribuído para um bom preço em reais no mercado interno.

A área total plantada com café no país se mantém estável em 2,25 milhões de hectares, com 271 mil hectares em formação e 1,98 milhão em produção.

Em resumo, a safra de café de 2016 apresenta boas perspectivas, mas as estimativas da Conab são recebidas com cautela por produtores e corretores, que apontam para a influência de fatores climáticos, de mercado e cambiais nos resultados finais.

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