Dengue, Zika Vírus e chikungunya incomodam população brasileira, principalmente em regiões quentes, como Ribeirão Preto
Com a chegada do verão, as preocupações com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti se intensificam. Além da dengue, o mosquito atrásra é vetor da Zika, Chikungunya e febre amarela. Mas, como diferenciar essas doenças?
Principais Diferenças nos Sintomas
O médico sanitarista e infectologista Amauri Leles Dalfabro explica que, embora as doenças compartilhem sintomas como febre e dores no corpo, existem diferenças importantes. A Zika geralmente causa um exantema (vermelhidão na pele) mais intenso e com coceira, que surge logo nos primeiros dias. A dengue também pode causar exantema, mas de forma mais tardia e menos intensa.
A Chikungunya se destaca pelas fortes dores articulares, podendo causar artrite (inflamação das articulações) que persiste por mais tempo, às vezes por semanas. Dalfabro ressalta que a Zika, apesar de geralmente benigna, apresenta riscos associados à microcefalia em bebês e à síndrome de Guillain-Barré.
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A dengue, por sua vez, manifesta-se com febre, dor de cabeça, dores musculares e articulares, e exantema leve após o terceiro ou quarto dia. A complicação mais grave é a dengue hemorrágica, que não ocorre na Zika ou Chikungunya.
Tratamento e Tipos de Dengue
O tratamento para as três doenças é semelhante, focado no alívio dos sintomas. Como não há vacina ou tratamento específico, o acompanhamento médico é crucial, com hidratação e uso de analgésicos como paracetamol e dipirona, evitando medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de hemorragias.
Contrariamente à crença popular, o tipo 4 da dengue não é necessariamente o mais grave. O tipo 2 tem sido mais associado a casos de dengue hemorrágica, mas isso varia conforme a sequência de infecções em cada localidade. Cada epidemia pode apresentar características diferentes, como maior incidência de vômitos, dores musculares ou hemorragias.
Vacina da Dengue e Prevenção
A Anvisa autorizou a comercialização da vacina contra a dengue no Brasil, com três doses e proteção por anos, mas apenas contra a dengue. A vacina, com eficácia de 66%, será aplicada em pessoas de 9 a 45 anos, com cada dose custando em média R$ 90. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a melhor forma de evitar a dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela, eliminando focos de água parada.
Em Ribeirão Preto, há 800 casos suspeitos de Zika vírus e a expectativa é de 60 mil confirmações de dengue até junho.
Diante da complexidade dessas doenças, a informação e a prevenção são as melhores ferramentas para proteger a saúde da população.



