Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
No universo da sustentabilidade, os termos “preservação” e “conservação” frequentemente surgem, levando a questionamentos sobre suas semelhanças e diferenças. Para esclarecer essa questão, o engenheiro Carlos Alencastre oferece valiosas perspectivas.
Preservação: Intocabilidade da Natureza
A preservação implica em manter um ecossistema intocado, sem qualquer tipo de intervenção humana. Imagine uma mata preservada: ela é cercada e permanece intocável, garantindo a continuidade dos processos naturais sem interferência. A preservação busca manter o estado original de um recurso natural, assegurando sua existência a longo prazo.
Conservação: Uso Sustentável dos Recursos
Em contraste, a conservação permite o uso consciente e sustentável dos recursos naturais. Uma mata conservada, por exemplo, pode ser utilizada para atividades como caminhadas e coleta de frutos, desde que essas ações não comprometam a saúde do ecossistema. A conservação busca equilibrar as necessidades humanas com a proteção ambiental, garantindo que os recursos possam ser utilizados pelas gerações presentes e futuras.
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Perda versus Desperdício de Água
Assim como preservação e conservação, os termos “perda” e “desperdício” de água também possuem significados distintos. A perda de água refere-se à água que se perde durante o processo de distribuição, como vazamentos em encanamentos. Já o desperdício ocorre quando a água é utilizada de forma excessiva e irresponsável, como ao lavar calçadas demoradamente ou em banhos prolongados.
Compreender as nuances entre preservação e conservação, assim como entre perda e desperdício, é fundamental para promover práticas mais sustentáveis e garantir a disponibilidade dos recursos naturais para as futuras gerações.



