Tenente Glauco Castilho Rossi conversou com a CBN Ribeirão
O Tenente Glauco Castilho Rossi, do Corpo de Bombeiros, compartilhou orientações cruciais sobre como agir em casos de hemorragia. A rapidez e o conhecimento adequado podem fazer toda a diferença para a vítima.
Identificando e Contendo Hemorragias
Em situações de hemorragia, o socorrista deve primeiramente identificar a presença de sangramento externo, resultante do rompimento de vasos sanguíneos, sejam artérias ou veias. É fundamental reconhecer que o rompimento de artérias é mais grave, devido à intensidade do fluxo sanguíneo.
O primeiro passo é tentar conter o sangramento aplicando compressão direta sobre o ferimento. É importante evitar compressões na cabeça e no abdômen, pois podem agravar as lesões. Caso a compressão direta não estanque o sangramento em um membro (braço ou perna), eleve-o para diminuir o fluxo sanguíneo. Se o sangramento persistir, e o socorrista tiver conhecimento da localização das principais artérias, pode-se tentar o pinçamento dessas artérias para reduzir a circulação no membro afetado.
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O Que Evitar e o Que Fazer em Ferimentos Graves
Embora compressas frias ou bolsas de gelo possam parecer uma boa ideia, elas podem ser problemáticas dependendo da extensão, profundidade e associação com traumas do ferimento. A prioridade deve ser a contenção com um objeto esterilizado para evitar contaminações, seguida da compressão direta e encaminhamento ao hospital.
Em ferimentos profundos, sangramentos intensos ou traumas, a lavagem do ferimento não é recomendada, pois pode interferir no processo de coagulação. Nesses casos, a contenção compressiva local e o transporte imediato (ou acionamento do Corpo de Bombeiros via 193 ou SAMU via 192) são cruciais.
Amputações: Preservando o Membro Amputado
Em casos de amputação, o foco inicial é conter o sangramento no ponto da amputação. Em seguida, tente localizar o membro amputado. Se possível, envolva-o em um pano, coloque-o em um saco plástico e, posteriormente, acondicione-o em um recipiente com gelo para minimizar as lesões e aumentar as chances de um possível reimplante.
Embora o reimplante possa não ser viável dependendo da gravidade e do tipo de lesão, o socorrista deve sempre tentar localizar e transportar o membro amputado da forma correta.
Seguindo estas orientações, é possível prestar um socorro inicial eficaz em casos de hemorragia, minimizando os riscos e aumentando as chances de recuperação da vítima.



