Tenente Glauco Castilho Rossi conversou com a CBN Ribeirão
Em situações de emergência, saber como agir pode ser a diferença entre a vida e a morte. Hoje, com a orientação do Tenente Glauco Castilho Rossi do Corpo de Bombeiros, vamos abordar um tema crucial: a parada cardiorrespiratória (PCR). Entender como identificar e responder a uma PCR pode capacitar você a salvar vidas.
Identificando uma Parada Cardiorrespiratória
A parada cardiorrespiratória é caracterizada pela ausência de respiração e batimentos cardíacos. A identificação é feita pela observação atenta da vítima. Ao encontrar alguém que parece estar passando mal, inconsciente ou já caída, o primeiro passo é verificar a respiração. Se a vítima não estiver respirando, o próximo passo é checar o pulso carotídeo, localizado no pescoço, próximo às vias aéreas. Uma leve pressão nesse ponto revelará a presença ou ausência de batimentos cardíacos.
Reanimação Cardiopulmonar (RCP): O Que Fazer Imediatamente
Constatada a ausência de respiração e batimentos, a reanimação cardiopulmonar (RCP) deve ser iniciada imediatamente. Para quem não possui equipamentos de proteção, como máscaras de ventilação, as compressões torácicas são a prioridade. Posicione-se ao lado da vítima deitada e coloque uma mão sobre a outra no centro do tórax, na linha dos mamilos. Inicie compressões rítmicas a uma frequência de 100 compressões por minuto, garantindo que sejam profundas o suficiente para estimular o coração de forma mecânica. Remova qualquer obstrução visível na boca, como dentaduras ou alimentos, se possível, utilizando luvas de proteção.
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Técnicas e Considerações Adicionais
Embora a técnica de respiração boca a boca exista, ela não é recomendada devido ao risco de contaminação. O foco principal deve ser nas compressões torácicas contínuas. Em adultos, a compressão é feita com as duas mãos sobrepostas, utilizando o peso do corpo para garantir a profundidade correta. Em crianças, a compressão pode ser feita com apenas uma mão, e em recém-nascidos, utiliza-se apenas o dedo médio e anelar para evitar lesões. A RCP deve ser mantida até a chegada de uma equipe médica, seja do SAMU (192) ou do Corpo de Bombeiros (193).
A ação rápida e eficaz em casos de PCR é fundamental para aumentar as chances de sobrevivência da vítima.



