Soldado Ataíde Andrade dos Santos conversou com a CBN Ribeirão
O canil da Polícia Militar desempenha um papel crucial na segurança pública, especialmente no que se refere à detecção de substâncias ilícitas e localização de pessoas. Em entrevista à CBN, o Soldado Ataíde Andrade dos Santos, especialista em cães farejadores, compartilhou detalhes sobre o funcionamento do canil e a importância desses animais no trabalho policial em Ribeirão Preto.
As Versatilidade dos Cães Policiais
O canil da Polícia Militar conta com uma variedade de cães, cada um treinado para funções específicas. Além dos cães de polícia, utilizados em patrulhamento e demonstrações, há também aqueles especializados em detectar entorpecentes e explosivos, bem como cães de localização de pessoas. As raças mais comuns incluem o Pastor Alemão, o Pastor Belga de Malinois e o Rottweiler para as funções de polícia e demonstração. Já para a detecção de entorpecentes, o Labrador, o Pastor Holandês e novamente o Pastor Belga de Malinois se destacam.
O Treinamento: Uma Brincadeira Que Leva a Sério
O treinamento dos cães farejadores começa cedo, por volta dos três ou quatro meses de idade, e é baseado em brincadeiras. O objetivo é tornar a busca e a localização de odores um processo prazeroso para o animal. No caso dos cães que identificam drogas, eles são ensinados a associar o odor da substância a um brinquedo, sem ter contato físico com a droga em si. Isso desmistifica a ideia de que os cães se tornam viciados, pois o foco está na identificação do odor específico.
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Tempo de Serviço e Aposentadoria
Os cães farejadores atuam até os seis anos de idade, enquanto os cães de polícia e demonstração podem trabalhar até os oito anos. Após a aposentadoria, o cão é geralmente adotado pelo seu último condutor, que o leva para casa e cuida dele em seus anos de velhice. Essa prática demonstra o forte vínculo entre o policial e o animal, garantindo um final de vida digno para o cão.
A Contribuição dos Cães em Ribeirão Preto
A contribuição dos cães farejadores na identificação de drogas em Ribeirão Preto é significativa, representando cerca de 20% das apreensões. Eles são acionados em ocorrências onde há suspeita de drogas escondidas ou enterradas, atuando em locais de difícil acesso e auxiliando na localização precisa dos entorpecentes. Durante as abordagens, os cães são treinados para identificar odores sem agressividade, evitando danos desnecessários à propriedade.
A atuação dos cães farejadores otimiza o trabalho policial, auxiliando na identificação de drogas e contribuindo para a segurança da população.



