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Saiba como funciona o trabalho do tradutor ribeirão-pretano Renato Marques

Profissional fala como são os estudos e como se interessou pela profissão; ouça o programa 'Nossa Gente' deste sábado (19)
tradutor ribeirão preto
Profissional fala como são os estudos e como se interessou pela profissão; ouça o programa 'Nossa Gente' deste sábado (19)

Profissional fala como são os estudos e como se interessou pela profissão; ouça o programa ‘Nossa Gente’ deste sábado (19)

A entrevista a seguir, concedida por Renato Marques, tradutor de Ribeirão Preto, discorre sobre os desafios e as nuances da profissão.

O fascínio pelas letras e o caminho para a tradução

Renato Marques, formado em Letras e Linguística pela Unicamp, revela sua paixão pela literatura desde o ensino fundamental. A convivência com professores estrangeiros na universidade o inspirou a combinar seus estudos literários com a tradução, impulsionado por sua facilidade com o inglês e o interesse por autores anglo-americanos. Suas primeiras experiências profissionais, porém, não foram na área literária, mas sim com traduções técnicas, como guias turísticos, onde aprendeu a importância da pesquisa e do conhecimento cultural para uma tradução precisa.

Os desafios da tradução: além da língua

A entrevista destaca a diferença entre os teóricos da tradução e os praticantes. Renato enfatiza que, além do domínio de idiomas, um tradutor precisa de cultura geral, curiosidade e interesse por diversos assuntos. Ele compara o trabalho de um tradutor profissional com o de aplicativos de tradução, mostrando como estes últimos, apesar de úteis, falham em capturar as sutilezas, o contexto e as nuances culturais presentes em um texto. A discussão abrange a questão da temporalidade da linguagem, com exemplos de como as traduções refletem a época em que foram feitas, e a necessidade de retraduções de clássicos para atualizar a linguagem e as expressões.

Traduzir o intraduzível: um jogo de ganhos e perdas

A entrevista explora a complexidade da tradução, especialmente de obras literárias. Renato cita teóricos que defendem a intraduzibilidade, a impossibilidade de reproduzir perfeitamente a experiência de uma língua em outra. Ele usa a metáfora do “exílio linguístico” para explicar por que a tradução é necessária, mesmo sendo um processo de inevitáveis perdas. Apesar dessas perdas, o tradutor pode fazer contribuições significativas, adicionando elementos culturais e adaptando a linguagem para o público-alvo. A entrevista finaliza com exemplos concretos de traduções desafiadoras, como a adaptação de obras de Guimarães Rosa e a necessidade de reproduzir o número exato de palavras em um texto, demonstrando a riqueza e a complexidade do trabalho de um tradutor.

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