Head de farmacologia, Leando Brust, explica como cada paciente é avaliado e quais são os remédios mais eficazes
A depressão afeta milhões de pessoas, e encontrar o medicamento certo pode ser um desafio. Existem mais de 200 opções disponíveis, mas cerca de 50% dos pacientes não respondem bem ao primeiro medicamento prescrito. Felizmente, avanços na área da genética estão revolucionando o tratamento.
A Genética e a Busca pelo Medicamento Ideal
Fatores genéticos desempenham um papel crucial na resposta individual aos medicamentos para depressão. Estudos recentes revelam que a eficácia de um medicamento varia significativamente de pessoa para pessoa, devido a diferenças na forma como o organismo metaboliza a substância. A análise do DNA permite identificar essas variações e prever qual medicamento terá maior probabilidade de sucesso, minimizando efeitos colaterais e acelerando a recuperação.
Testes Farmacogenômicos: Uma Abordagem Personalizada
A farmacogenômica, que estuda a influência dos genes na resposta a medicamentos, oferece uma abordagem personalizada para o tratamento da depressão. Através de testes de DNA, é possível determinar como o corpo processa diferentes medicamentos. Isso permite que o médico prescreva o tratamento mais adequado desde o início, reduzindo a necessidade de tentativas e erros, e consequentemente, os custos e o tempo de tratamento. Essa abordagem não se limita à depressão, podendo ser aplicada a outras condições e medicamentos.
Leia também
Automedicação: Um Risco Incalculável
A automedicação é extremamente perigosa, especialmente no caso da depressão. A resposta individual a medicamentos varia muito, e o que funciona para uma pessoa pode ser ineficaz ou prejudicial para outra. A orientação médica é fundamental para garantir a escolha do medicamento correto e o ajuste da dosagem, levando em consideração fatores genéticos e estilo de vida. A interação entre medicamentos também deve ser cuidadosamente avaliada pelo profissional de saúde.



