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Saiba como Ribeirão Preto vem se desenvolvendo desde os primórdios até os dias atuais

Professor, historiador e escritor, José Antônio Lages fala sobre obras produzidas que contam sobre a cidade e seus povos
desenvolvimento Ribeirão Preto
Professor, historiador e escritor, José Antônio Lages fala sobre obras produzidas que contam sobre a cidade e seus povos

Professor, historiador e escritor, José Antônio Lages fala sobre obras produzidas que contam sobre a cidade e seus povos

Neste domingo, 19 de junho, Ribeirão Preto completa 166 anos. Sua história, rica e complexa, se estende desde a subsistência de famílias mineiras até o polo comercial e econômico que é hoje. Mas o que o passado nos revela sobre o futuro da cidade?

Origens Mineiras e o Desenvolvimento Inicial

O historiador José Antônio Lages, autor de importantes obras sobre a história de Ribeirão Preto, destaca a influência significativa de imigrantes do sul de Minas Gerais na formação da cidade. Sua pesquisa, iniciada nos anos 80, aprofundou-se nas correntes migratórias e no papel de personagens como Manuel Fernandes do Nascimento, um mineiro de Itajubá que contribuiu ativamente para a construção do arraial, que se tornaria a cidade. Inicialmente baseada na subsistência, a cidade teve seu desenvolvimento impulsionado pelo café, mas a formação da vila e a estruturação de seu governo local antecederam o ciclo cafeeiro.

Do Café à Indústria e o Agronegócio

Embora o café tenha projetado Ribeirão Preto nacional e internacionalmente, a cidade já possuía um setor de comércio e serviços consolidado antes de seu auge. Com a crise do café, esse setor se expandiu, impulsionando o desenvolvimento industrial. Cervejarias como a Paulista e a Antártica, além de outras indústrias, contribuíram para a diversificação da economia. A partir dos anos 40 e 50, a cana-de-açúcar tornou-se outro pilar da economia ribeirão-pretana, consolidando o agronegócio como um modelo de desenvolvimento.

Desigualdade e o Futuro de Ribeirão Preto

Apesar do progresso econômico, a cidade mantém uma grande desigualdade social. O historiador aponta que, mesmo durante o ciclo do café, o setor urbano contribuía mais para os cofres públicos do que a própria produção cafeeira. A análise histórica sugere a necessidade de repensar o modelo de desenvolvimento, buscando uma maior equidade e uma melhor utilização dos recursos públicos para atender às demandas em áreas como educação, saúde e segurança. A história, portanto, serve como guia para projetar um futuro mais justo e próspero para Ribeirão Preto, aprendendo com os sucessos e os desafios do passado.

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